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Ciro Gomes marca maio para decidir candidatura e volta a se vender como antídoto à polarização

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Ciro Gomes marca maio para decidir candidatura e volta a se vender como antídoto à polarização

Ex-ministro critica Lula, bolsonarismo e cobra debate econômico

Em um cenário político cada vez mais dominado por discursos previsíveis e trincheiras ideológicas já conhecidas, Ciro Gomes tenta reposicionar seu nome mais uma vez como a peça fora do tabuleiro tradicional. Recém-filiado ao PSDB, sob articulação do grupo ligado a Aécio Neves, o ex-governador do Ceará anunciou neste sábado (25) que baterá o martelo na segunda quinzena de maio sobre uma possível candidatura ao Palácio do Planalto.

A declaração foi feita durante encontro com pré-candidatos tucanos a deputado estadual e federal na Zona Leste de São Paulo, em um evento que funcionou menos como reunião partidária e mais como ensaio de retomada nacional. Diante da militância, Ciro voltou a assumir o papel que tem tentado sustentar nas últimas eleições: o de alternativa simultânea ao lulismo e ao bolsonarismo.

Sem poupar críticas, o ex-ministro da Fazenda classificou as propostas hoje apresentadas por nomes ligados aos dois polos como insuficientes para enfrentar o que chamou de “devastação socioeconômica” vivida pelo país. Entre os possíveis adversários citados por ele estão o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Para Ciro, a discussão pública tem se perdido em slogans políticos e superficialidades estratégicas. Segundo ele, insistir em termos como “terceira via” ou “polarização” representa uma “impostura” diante da urgência econômica brasileira. Seu foco, afirmou, está no debate sobre juros, crédito travado e paralisia produtiva.

Na leitura do ex-governador, o Brasil vive sufocado por uma taxa de juros que inibe investimento, estimula renda passiva e compromete a circulação de capital. Dentro desse raciocínio, ele também minimizou a centralidade do debate sobre o fim da escala 6×1, argumentando que a medida teria efeito limitado em um país onde metade da população está entre informalidade, desalento e desemprego.

A movimentação de Ciro acontece em paralelo a uma tentativa mais ampla de reconstrução tucana. O PSDB também deve decidir em maio se lançará Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André, ao governo de São Paulo. Ambos defendem o resgate do legado histórico do partido após anos de encolhimento político e perda de quadros.

Se a candidatura de Ciro sair do discurso e entrar na urna, maio pode marcar não apenas sua decisão pessoal, mas a tentativa do PSDB de provar que ainda respira em um país acostumado a escolher entre os mesmos extremos.

 

Ciro volta ao centro da conversa política — e quer vender seu nome como saída entre os extremos. #CiroGomes #EleicoesBrasil

 

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