PM de São Paulo tem primeira mulher no comando em quase dois séculos
Coronel Glauce Cavalli assume liderança inédita
A cerimônia desta quarta-feira, na Academia do Barro Branco, carrega um peso que vai além do protocolo. Em meio a fileiras alinhadas e tradições consolidadas ao longo de quase 200 anos, a Polícia Militar de São Paulo oficializa uma mudança histórica: pela primeira vez, uma mulher assume o comando-geral da corporação.
A coronel Glauce Anselmo Cavalli chega ao posto após uma trajetória construída dentro da própria instituição. Com passagens pela diretoria de logística e pelo comando de diferentes frentes operacionais — do interior à região metropolitana —, ela reúne experiência prática e formação acadêmica. É mestre e doutora em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, além de graduada em Direito e Educação Física.
A nomeação foi anunciada no último dia 16 de abril pelo governador Tarcísio de Freitas, mas a posse ocorre agora, em um momento sensível para a segurança pública no estado. O tema, que já ocupa posição central no debate político, ganha novos contornos com a mudança no topo da corporação.
Glauce substitui o coronel José Augusto Coutinho, que deixa o cargo após um período marcado por questionamentos. Ele é alvo de um inquérito na Corregedoria da PM que investiga a suposta relação de policiais com a escolta de uma empresa ligada ao crime organizado. De acordo com informações divulgadas, Coutinho teria tido conhecimento de vínculos entre um policial e pessoas associadas ao grupo investigado, mantendo-o ainda assim em uma unidade de elite.
O governo estadual, por sua vez, sustenta que a troca de comando não está relacionada às denúncias. A versão oficial indica que o ex-comandante solicitou a ida para a reserva, enquanto o governador reforçou a confiança na conduta de Coutinho, classificando-o como um profissional de histórico sólido.
Nesse cenário, a chegada de Glauce Cavalli também simboliza uma tentativa de reorganização institucional. Sua nomeação marca não apenas uma quebra de paradigma de gênero, mas também a abertura de um novo ciclo dentro da PM paulista — em um momento em que eficiência, transparência e confiança pública se tornam ainda mais exigidas.
A segurança pública segue como uma das principais preocupações da população paulista e deve permanecer no centro das discussões políticas ao longo do ano. Diante disso, a nova comandante assume com o desafio de equilibrar tradição e mudança, mantendo a estrutura operacional enquanto responde a demandas contemporâneas.
Entre expectativas e simbolismos, o comando da PM inicia uma nova fase. E, pela primeira vez, essa história passa a ser escrita sob uma liderança feminina — um marco que, por si só, já redefine parte do caminho.
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