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Comunicação

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Eu sou daquelas pessoas que gosto de conversar olhando nos olhos, escutar, falar o que eu penso…Normalmente tento fazer com gentileza, me acho uma pessoa gentil e todos me dizem que apesar de dura e de cobrar muita correção das pessoas sou gentil e prestativa.

E também gosto de observar…tudo.

Nessas minhas observações na rua, na loja, na condução, no táxi, no Uber, no Mercado…observo cada dia mais que a gente está se atropelando. Estamos longe, grudados em telas de celular, correndo sempre.

O Mercado é uma guerra. As pessoas passam com seus carrinhos e nem olham, não pedem licença , não agradecem, não conversam. Alguns nem percebem. O que acho até pior..Eu me choco.  Eu sou aquela que dá bom dia para todo mundo, se vejo alguém tentando algo e não conseguindo eu ajudo, eu puxo conversa procurando o melhor congelado só para dar um bom dia ou boa tarde para aquela senhora que me pareceu solitária…ou talvez porque eu quem queria conversar.

E no telemarketing? Meus Deus..que saudade da opção que você rapidamente falava com uma pessoa real…Agora aquela voz gravada, impessoal, tentando ser simpática e que faz a gente ficar horas tentando achar o caminho para resolver o problema que não está listado na inteligência artificial….Eu quero falar com gente!

Na condução, todos de cabeça baixa e olhos fixos em seus celulares. A paisagem…ninguém mais olha. Ninguém nem percebeu que o imóvel foi demolido e que um enorme empreendimento tomou o seu lugar. E eu olhando todos os passageiros…tentando imaginar o que o rapaz digita freneticamente, o que aquela senhora tão bonita irá fazer em seu destino, aquela moça toda arrumada estará indo para um dia agradável de trabalho ou será que ela detesta o seu chefe e seus colegas?

No Uber, alguns nem dão uma saudação. Só perguntam o seu nome. Aí eu falo, como vai? O senhor está  bem?…Parece que fizemos algo extraordinário, chocante…um minuto de silêncio e,  como que surpreso, o motorista conversa. Alguns desabafam, eu escuto, dou conselho.

Na loja, mulheres entram querendo ser uma pessoa que ela não é só porque a moda diz que é tendência…me pergunto, em meus pensamentos: será que ela gosta desse estilo ou está se violentando para ficar igual a todo mundo? Costumo perguntar o que você imaginou vestir…algumas não fazem ideia, outras tem receio de dizer..não sei exatamente o motivo. Poucas são as que dizem claramente.

Algumas vão acompanhadas, sobretudo por suas mães e observo que não conseguem se vestir como desejam. Se vestem como suas mães querem apesar de já não serem mais crianças. Chego a ouvir, “se sou eu quem vai pagar você vai usar o que eu quero”. Me choca. Roupa é personalidade. Roupa é expressão de seu momento. Talvez estejamos violentos demais…

Estamos nos fechando ao diálogo, ao conversar, ao olhar, ao ver o outro.

Estamos nos tornando violentos sem bater. Sem o tapa, sem o soco físico.

Mas com a violência da presença sem estar, do silencio, do pouco caso com a presença e desejos das outras pessoas, estamos nos tornando violentos conosco ao nos compararmos com outros.

Estamos nos tornando violentos na ausência das palavras…

A boa comunicação é uma das formas mais poderosas de amor.

E você? Como você vê tudo isso?

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Adoramos ouvir e escrever para vocês.

Beijos,

Vivi

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