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Um ano da invasão ao capitólio

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Donald Trump ainda era presidente dos Estados Unidos quando resolveu protestar o resultado das eleições presidenciais de 2020. A manifestação levou uma multidão ao Capitólio. O não reconhecimento da derrota fez com que Trump esbravejasse como uma criança mimada, reafirmando que houve fraude eleitoral e que ele seria o vencedor.  Pelo não reconhecimento dessa derrota nas urnas, de forma democrática, é que no dia 6 de janeiro de 2021, Donald Trump queria em seu intento, que o vice-presidente Mike Pence e o congresso americano rejeitassem a vitória legitima de Joe Biden. No caso de uma decisão não favorável a Donald Trump, a américa entraria em uma guerra civil e os apoiadores da extrema direita garantiriam o golpe mais alucinado de todos os tempos. Trump e seus adeptos intitularam a manifestação de “Save America”, traduzindo, “salve a américa”. Nesse evento, Trump prometeu seguir a pé em direção ao Capitólio, junto e misturado aos manifestantes, promessa não cumprida. Com esse aditivo, baderneiros seguiram em direção ao Capitólio, invadiram o congresso, causaram uma imensa desordem com derramamento de sangue. Essa ação desmedida levou a cinco óbitos.

É fácil afirmar que o dia 6 de janeiro de 2021 está marcado como o dia da “vergonha” para a democracia americana. Até hoje, os EUA não se recuperaram desse terrível golpe. Alguns cientistas políticos analisam o fato de Trump não ter reconhecido sua derrota presidencial, como uma atitude perigosa para a democracia e para o processo eleitoral. É preciso lembrar que tal exercício possuí um protocolo e o reconhecimento do vencedor do pleito é uma forma de afirmar que acabaram as divergências políticas e que a partir daquele momento, o país tem um novo mandatário. Esse ato de elegância e compromisso com a democracia foi o que Trump não fez. Com isso, Joe Biden inicia com uma governança tumultuada e cheia de barreiras no congresso. Trump, apesar de pouco lembrando, ainda tem seus minutos de fama, mas atualmente segue sem força política, uma pequena sombra no governo Biden. Outros Republicanos começam a insurgir e o mais novo nome é Glenn Youngkin, um bilionário de 54 anos, que se tornou governador no estado da Virgínia, no final do ano de 2021.  Youngkin chamou a atenção de todos por ter recebido o apoio de Trump e não ter citado seu apoiador no decorrer da campanha, mesmo quando seu opositor lembrava, em vários momentos, o apoio que Youngkin recebera de Trump. A tática não funcionou e Youngkin foi eleito governador, motivo suficiente para deixar o partido democrata em estado de alerta. As eleições presidenciais americanas começam a se aproximar e um nome diferente bate à porta do pleito presidência, com um eleitorado derrotado, mas não adormecido. Essa extrema direita que Donald Trump traz no bolso é o perigo que os cientistas políticos vislumbram para a democracia americana. Tentando quebrar a espinha dorsal da extrema direita, o presidente Joe Biden realizou um discurso contundente e voraz, trazendo à tona toda a lembrança do dia 6 de janeiro de 2021, o dia da “Vergonha Americana”.

Que a democracia prevaleça e que novos ventos batam a porta de todos que desejem um país melhor e com condições igualitárias. Que em 2022 um novo tempo se abra para a democracia e para a liberdade de expressão responsável e verdadeira.

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