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Brasileiros Brilham no Taiti: Tati Weston-Webb e Gabriel Medina Conquistam Medalhas Olímpicas em Teahupo´o

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O Brasil escreveu nesta segunda-feira, dia 5 de agosto de 2024, mais um capítulo inesquecível na história do surfe mundial. Nas míticas ondas de Teahupo´o, no Taiti, Tatiana Weston-Webb e Gabriel Medina conquistaram medalhas de prata e bronze, respectivamente, nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Após três dias de espera, a competição finalmente aconteceu em um mar com ondas de 4 a 8 pés, no último dia da janela de realização do evento.

Trajetória de Tatiana Weston-Webb

Tatiana Weston-Webb garantiu sua medalha de prata após uma disputa acirrada com a americana Caroline Marks, atual campeã mundial. Na final, Tati necessitava de uma pontuação de 4.68 para virar a bateria, mas sua última onda lhe rendeu 4.50, totalizando 10.33 pontos contra os 10.50 da adversária. Anteriormente, Tati havia vencido a costarriquenha Brisa Hennessy na semifinal por 13.66 a 6.17.

A trajetória de Tati até a medalha não foi fácil. Na primeira rodada, ela ficou na segunda colocação e precisou disputar a repescagem para continuar na competição. A partir daí, a “capitã” do surfe feminino, como é conhecida entre as atletas, ativou seu modo competitivo e não parou mais.

Tati refletiu sobre sua performance: “Nada mais do que orgulho de mim porque, realmente, foi bastante trabalho, né. Eu cometi uns erros na bateria, eu poderia pegar umas ondas maiores ou melhores. São coisas pequenas, assim, que realmente fazem a diferença e essa vez não deu pra mim, mas, para mim, prata é um sucesso gigante, estou muito orgulhosa. Muito obrigada pela torcida!”.

Gabriel Medina e o Bronze Olímpico

Gabriel Medina conquistou a medalha de bronze ao vencer o peruano Alonso Correa por 15.54 a 12.43. Para Medina, a medalha olímpica era um objetivo claro: “Eu queria muito uma medalha olímpica, era meu objetivo vindo pra cá. Claro que eu queria estar na final, mas a gente teve uma outra oportunidade de ir pra cima do bronze e não quis deixar escapar.”

Na semifinal, Medina foi superado pelo australiano Jack Robinson em uma bateria com poucas ondas, repetindo o confronto da última etapa do Circuito Mundial no Taiti. Durante a campanha olímpica em Teahupo´o, sua onda preferida, Medina venceu todas as baterias que disputou e obteve a maior nota do evento: 9.90, com direito a uma foto que viralizou mundialmente.

Este resultado concretiza o maior objetivo de Medina no ano e coroa uma carreira já vitoriosa, que inclui três títulos mundiais (2014, 2018 e 2021) e 18 troféus de etapas da elite do surfe. “Essa medalha tem que ir pra casa. E eu fico feliz de ter conquistado. Veio mais onda, tive mais oportunidade e, graças a Deus, conseguimos conquistar o bronze”, celebrou Medina.

O Surfe Brasileiro nas Olimpíadas

Com as conquistas de Tatiana Weston-Webb e Gabriel Medina, o surfe brasileiro passa a ter três medalhas olímpicas em apenas duas edições que a modalidade está presente no Programa Olímpico. Em Tóquio 2020, Italo Ferreira foi o campeão olímpico. Essas vitórias solidificam a posição do Brasil como uma potência no surfe mundial e inspiram futuras gerações de surfistas.


Esta conquista histórica reforça a excelência do surfe brasileiro e destaca o talento e a determinação dos nossos atletas nas ondas de Teahupo´o. Parabéns a Tatiana Weston-Webb e Gabriel Medina por suas medalhas e por representarem o Brasil com tanto orgulho e competência nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

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