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Plano Integrado de Saúde nas Favelas: Estudo revela perfis e impactos das ações no Rio de Janeiro

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Dados preliminares de um estudo realizado por pesquisadores da PUC-Rio e da UFRJ, divulgados pelo MACquinho em Niterói, apresentam um diagnóstico sobre os projetos integrantes do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, coordenado pela Fiocruz. O levantamento evidencia o impacto abrangente das iniciativas que, em três anos, beneficiaram cerca de 500 mil pessoas, fortalecendo redes comunitárias e promovendo a saúde integral em territórios vulneráveis.

Resultados do estudo

Foco das iniciativas

Os projetos abarcam diversas áreas, incluindo:

Segurança alimentar e agroecologia

A pandemia de Covid-19 destacou a necessidade de ações emergenciais de segurança alimentar, que foram incorporadas pelo Plano. Organizações como o Centro de Atenção Comunitária (Cedac) e a AS-PTA relataram avanços significativos no acesso a alimentos orgânicos e de qualidade nas favelas. Hortas comunitárias e quintais produtivos também passaram a integrar as estratégias de saúde e nutrição nos territórios.

Rosa Maria Cordeiro Alvarenga, do Cedac, destacou a importância da troca de experiências proporcionada pelo Plano:

“Segurança alimentar é saúde. Agroecologia promove saúde, assim como comunicação e cultura. A avaliação dos pesquisadores nos ajudou a ter foco e a reconhecer o impacto das nossas ações.”

Márcio Mattos de Mendonça, da AS-PTA, reforçou a transformação nas favelas:

“A pandemia fez com que alimentos orgânicos e saudáveis passassem a ser distribuídos nas favelas, algo antes muito limitado.”

Articulação e impacto comunitário

O coordenador executivo do Plano, Richarlls Martins, destacou que a pesquisa evidencia o impacto positivo da estratégia interinstitucional:

“As ações extrapolaram o enfrentamento emergencial à pandemia e induziram a construção de redes comunitárias, fortalecendo o associativismo e a participação social.”

Luciana Correa do Lago, pesquisadora da UFRJ, apontou que a pandemia ampliou a visão sobre saúde nas favelas, incorporando temas como desnutrição e fome oculta.

Próximos passos

O estudo preliminar é um importante passo para o aprimoramento das políticas públicas de saúde nas favelas, reforçando a importância de articulações entre organizações sociais, pesquisadores e o poder público para promover maior equidade e qualidade de vida nesses territórios.

Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas

Criado em 2020, o Plano é pioneiro no Brasil, com foco na saúde integral de comunidades vulneráveis. A iniciativa nasceu como uma resposta emergencial à pandemia de Covid-19 e expandiu sua agenda para enfrentar desafios estruturais de saúde pública nas favelas do Rio de Janeiro. Atualmente, reúne 146 projetos distribuídos por 33 municípios do estado.

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