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Fiocruz Revoluciona Pesquisa Clínica com Primeira IA do Mundo para Registros

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Fiocruz Revoluciona Pesquisa Clínica com Primeira IA do Mundo para Registros

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A partir desta segunda-feira (24/3), a pesquisa clínica ganha uma nova aliada: Rebec@, a primeira inteligência artificial generativa do mundo desenvolvida para auxiliar no registro de pesquisas clínicas. Criada pela Fiocruz, a robô promete tornar o processo mais rápido e preciso, garantindo conformidade com os padrões da International Clinical Trials Registry Platform (ICTRP), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como Rebec@ Vai Transformar a Pesquisa Clínica?

A nova IA da Fiocruz estará disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, proporcionando suporte constante para pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Entre suas funcionalidades, Rebec@ irá:

Inovação e Impacto Global

Segundo Maria de Lourdes Aguiar Oliveira, vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, ainda este ano o ReBEC (Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos) expandirá sua capacidade, incluindo fast-tracks para todos os patógenos prioritários da OMS na América Latina. O objetivo é realizar um lançamento global no Dia Internacional dos Ensaios Clínicos, em 20 de maio, durante a 78ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra.

O Brasil se destaca mundialmente por oferecer aprovações expressas para determinadas pesquisas, incluindo estudos com populações indígenas e tradicionais. Além disso, todas as funcionalidades da plataforma continuarão gratuitas, garantindo acessibilidade a pesquisadores e impulsionando a colaboração científica global.

Mais do que um Chatbot

Rebec@ não é apenas um chat automatizado. A IA foi projetada para interagir com os campos preenchidos pelos pesquisadores, identificando inconsistências e sugerindo ajustes que aceleram a aprovação dos estudos. Para Diego Tostes, responsável pelo desenvolvimento tecnológico do ReBEC, o próximo passo é transformar a IA em uma assistente em tempo real, reduzindo falhas e aumentando a eficiência do registro clínico.

O Futuro da Pesquisa Clínica no Brasil

O planejamento do ReBEC para os próximos anos inclui o lançamento do primeiro Cadastro de Centros de Pesquisa do Brasil e a retomada de um aplicativo de recrutamento de voluntários. Além disso, Rebec@ pode atrair pesquisadores estrangeiros interessados em realizar estudos na América Latina, consolidando o Brasil como um hub trilíngue de registros clínicos.

Luiza Silva, coordenadora do ReBEC, destaca que essa integração internacional pode levar a um ecossistema de pesquisa mais colaborativo e eficiente para a região. “Podemos atuar como um polo de registros primários para países que ainda não possuem a expertise da Fiocruz em curadoria de informação no padrão ICTRP”, afirma Josué Laguardia, professor e coordenador do projeto.

Com essa iniciativa inovadora, a Fiocruz reafirma seu papel de liderança na pesquisa clínica global, promovendo avanços científicos com transparência, eficiência e acessibilidade.

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