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CBF na berlinda: denúncias da Piauí abalam bastidores e expõem censura na ESPN

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CBF na berlinda: denúncias da Piauí abalam bastidores e expõem censura na ESPN

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O que era para ser apenas mais uma reportagem investigativa da revista Piauí acabou se transformando em um terremoto institucional que sacudiu a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), provocou reação direta da alta cúpula do esporte e, de quebra, colocou a ESPN no centro de uma crise de liberdade editorial.

A matéria assinada por Allan de Abreu, um dos mais respeitados jornalistas investigativos do país, revela bastidores sombrios da gestão de Ednaldo Rodrigues, atual presidente da CBF, e já circula com força nas redes sociais e redações. O conteúdo é tão grave que deveria acionar, com urgência, os radares do Ministério Público Federal, já que pode desdobrar-se em ações judiciais contra dirigentes, políticos e até magistrados.

O silêncio que grita: censura e retaliação na ESPN

Seis jornalistas do programa Linha de PasseDimas Coppede, Gian Oddi, Paulo Calçade, Pedro Ivo Almeida, Victor Birner e William Tavares — decidiram comentar publicamente os trechos mais espinhosos da reportagem da Piauí. Resultado: foram afastados do ar pela direção da ESPN, num movimento que soou, para muitos, como censura corporativa velada.

O motivo? Aparentemente, a CBF não gostou da repercussão negativa e pressionou os executivos da emissora. Como a ESPN acaba de garantir os direitos de transmissão da Série B do Campeonato Brasileiro de 2025, decidiu-se, nos bastidores, que seria melhor “acalmar os ânimos” — custasse o que custasse.

A corda arrebenta do lado da crítica

A substituição dos comentaristas foi imediata. Entraram André Kfouri, André Plihal, Breiller Pires, Eugênio Leal e Leonardo Bertozzi para seguir no comando das análises. Até o momento, nenhum dos profissionais afastados foi demitido oficialmente, mas os rumores sobre uma possível demissão de um dos nomes mais incisivos no debate já circulam dentro da redação.

Para muitos analistas, o episódio escancara o conflito entre jornalismo e interesses comerciais, colocando em xeque a independência das análises esportivas diante de contratos milionários.

A revista que incomoda os poderosos

A Piauí, que possui independência editorial garantida por sua autonomia financeira — fruto da atuação do empresário João Moreira Salles, ligado ao Banco Itaú e à área de mineração —, foi a única publicação a encarar de frente os bastidores da CBF. Em tempos em que o futebol brasileiro ainda engatinha em transparência, a reportagem surge como um fôlego raro de jornalismo comprometido com o interesse público.

O conteúdo completo da matéria está disponível online, já viralizou e promete render capítulos intensos nos próximos meses. Tudo isso enquanto o Ministério Público Federal permanece em silêncio, diante de revelações que, no mínimo, mereciam investigação formal.

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