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Deputadas negras denunciam racismo em abordagem da PF no aeroporto de Guarulhos

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Deputadas negras denunciam racismo em abordagem da PF no aeroporto de Guarulhos

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Três deputadas estaduais denunciaram um episódio de racismo institucional ao desembarcarem no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na última sexta-feira (11). Ediane Maria (PSOL-SP), Andreia de Jesus (PT-MG) e Leninha (PT-MG), todas mulheres negras, foram as únicas selecionadas para uma “revista aleatória” realizada pela Polícia Federal — entre centenas de passageiros no saguão internacional.

As parlamentares retornavam do México, onde participaram do Painel Internacional de Mulheres Afropolíticas, quando, ao passarem pelo scanner corporal, foram abordadas pelos agentes e direcionadas a uma área separada da alfândega, sem justificativa formal ou solicitação de documentos.

Para elas, não houve dúvida: foi racismo.

“A revista aleatória, que de aleatória não tem nada, é mais uma prática discriminatória. De todos na fila, só nós, três mulheres negras, fomos escolhidas”, disse Ediane Maria.

https://www.instagram.com/p/DIWwLO5vu3-/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

O constrangimento motivou o registro de um boletim de ocorrência por racismo, feito em conjunto pelas três deputadas. Além disso, elas anunciaram que oficiarão a Ouvidoria da Polícia Federal e outras autoridades competentes, cobrando providências e responsabilização.

A deputada Andreia de Jesus reforçou, em suas redes sociais, a denúncia do que chamou de “lógica do suspeito padrão” — que segue operando contra pessoas negras no Brasil, independentemente de seus cargos ou trajetórias públicas:

“É um constrangimento que nenhuma pessoa merece passar. Racismo é crime. E a gente vai continuar enfrentando a discriminação, dentro e fora das instituições.”

https://www.instagram.com/p/DIWHpswAblh/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

Um caso que reflete uma estrutura maior

Embora não seja isolado, o episódio evidencia a persistência de práticas racistas enraizadas em instituições públicas. O uso do termo “revista aleatória” como justificativa tem sido questionado há anos por organizações de direitos humanos, que denunciam o viés racial dessas abordagens.

Mesmo com mandatos eletivos e projeção pública, as três parlamentares foram expostas a uma situação que milhares de brasileiros negros enfrentam diariamente — longe dos holofotes e, muitas vezes, em silêncio.

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