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Governo congela R$ 31 bi e muda IOF para cumprir meta fiscal de 2025

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💸 Governo congela R$ 31 bi e muda IOF para cumprir meta fiscal de 2025

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Congelamento de gastos e alta do IOF integram pacote para conter o déficit

Em busca de zerar o déficit fiscal em 2025, o governo federal lançou um pacote econômico que inclui o congelamento de R$ 31,3 bilhões do orçamento público e alterações significativas na cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). As medidas foram anunciadas pelo Ministério da Fazenda na última quinta-feira (22), com o objetivo de conter o avanço das despesas e garantir equilíbrio nas contas públicas.

Corte no orçamento: entenda o que muda

Segundo o relatório de avaliação de receitas e despesas divulgado pela equipe econômica, o valor total do congelamento será dividido entre R$ 10,6 bilhões em bloqueios temporários e R$ 20,7 bilhões em contingenciamentos, que têm efeito mais prolongado e ocorrem quando há frustração na arrecadação.

O aumento nas despesas com benefícios previdenciários, que subiram R$ 16,7 bilhões, foi um dos principais fatores que motivaram a medida. A meta do governo é cumprir o déficit zero em 2025, conforme estabelecido no novo arcabouço fiscal.

Mudanças no IOF afetam empresas e consumidores

Além do congelamento, o pacote inclui um reajuste nas alíquotas do IOF para diferentes operações:

Para empresas em geral:

Para empresas do Simples Nacional:

Por exemplo, um empréstimo de R$ 10 mil passará a custar R$ 395 em IOF para empresas comuns, e R$ 195 para empresas do Simples – valores mais que dobrados em relação à legislação anterior.

IOF no câmbio e remessas ao exterior

Para operações internacionais, o IOF também teve mudanças importantes. Passam a ser tributadas em 3,5% as seguintes transações:

Setores como exportação, remessa de lucros e dividendos, operações diplomáticas e transporte aéreo internacional continuam isentos ou com alíquota zero.

Governo volta atrás em parte das medidas

Após a repercussão negativa no mercado, o Ministério da Fazenda decidiu recuar parcialmente. Ficou mantida em 0% a alíquota do IOF sobre investimentos de fundos nacionais no exterior, que inicialmente subiria para 3,5%. Também foi preservada a alíquota atual de 1,1% sobre remessas de pessoas físicas ao exterior para fins de investimento.

De acordo com o governo, os ajustes no IOF devem gerar impacto fiscal de R$ 61,5 bilhões até 2026 — sendo R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões no ano seguinte. Mesmo com o recuo parcial, o ministro Fernando Haddad afirmou que o impacto da revisão não deve ultrapassar R$ 2 bilhões.

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