Osklen apaga post com Oruam após polêmica e se posiciona nas redes 🔥🧥
A grife brasileira Osklen voltou atrás e deletou uma publicação feita nas redes sociais que apresentava o rapper Oruam vestindo peças da marca. A imagem integrava um editorial da revista britânica Dazed, mas repercutiu negativamente entre internautas e gerou um debate acalorado sobre a associação entre moda e figuras polêmicas.
Em nota oficial divulgada no Instagram, a Osklen esclareceu que a postagem não fazia parte de uma campanha institucional, mas apenas buscava divulgar a presença da marca na conceituada revista internacional. No entanto, diante da repercussão e das “leituras divergentes”, a marca optou por apagar o conteúdo e reafirmar seu compromisso com seus valores.
“Agradecemos as diferentes vozes que se manifestaram e nos fizeram refletir. Reiteramos nossos princípios voltados à inovação sustentável, criatividade e cultura”, diz o comunicado.
A polêmica envolve diretamente o nome de Oruam, rapper carioca que tem ganhado destaque na cena nacional, mas também carrega um histórico controverso. Ele é filho de Marcinho VP, líder do tráfico segundo o Ministério Público, e tem passagens pela polícia, incluindo prisão em flagrante por abrigar foragido e por direção perigosa.
Além disso, Oruam é um dos artistas investigados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em uma apuração sobre lavagem de dinheiro e apologia ao tráfico de drogas, junto a nomes como Orochi, Cabelinho e Poze do Rodo, todos vinculados à gravadora Mainstreet Records.
A repercussão da associação da Osklen ao artista ocorre em meio ao debate sobre os limites entre expressão artística e responsabilidade social. Parlamentares vêm apresentando projetos de lei apelidados de “Lei anti-Oruam”, que pretendem proibir o uso de verba pública para contratar artistas que promovam apologia ao crime ou ao uso de drogas. A proposta já chegou às câmaras legislativas de estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
Enquanto a marca se distancia da polêmica e reafirma sua identidade criativa e ética, o caso reacende a discussão sobre o papel das marcas na curadoria de suas parcerias e o impacto da cultura nas redes sociais.
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0S
