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🌊⚖️ Às vésperas da COP30, Japão pressiona o Brasil por extradição de Paul Watson 🇯🇵

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🌊⚖️ Às vésperas da COP30, Japão pressiona o Brasil por extradição de Paul Watson 🇯🇵
Fundador da Sea Shepherd, reconhecido por combater a caça de baleias, volta a ser alvo do governo japonês em meio ao debate global sobre o clima.

Belém (PA), novembro de 2025 — A menos de uma semana do início da COP30, o ativista canadense Paul Watson, fundador da Sea Shepherd, tornou-se o centro de uma nova polêmica internacional. O governo do Japão enviou ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil um pedido formal de extradição do ambientalista, conhecido mundialmente por suas ações diretas contra a caça de baleias.

A medida reacende um embate diplomático e ético que atravessa mais de uma década. Desde 2010, o Japão tenta criminalizar Watson por suas intervenções em águas antárticas — confrontos que, segundo o ativista, tinham como único propósito impedir a caça ilegal.

“O Japão usa seu poder político para proteger a caça de baleias e me punir por denunciá-los. Mas isso só revela o quanto seu compromisso é com a ganância, não com a vida”, afirmou Watson em comunicado.

O motivo por trás da perseguição

Mesmo após a moratória global da International Whaling Commission (IWC), em vigor desde 1986, o Japão manteve sua frota baleeira sob o disfarce de “pesquisa científica”. A Sea Shepherd, sob a liderança de Watson, desmascarou essas operações, mostrando ao mundo imagens de abates dentro de áreas de proteção. Em 2014, a Corte Internacional de Justiça reconheceu que o programa japonês não possuía caráter científico.

Caçado em alto-mar — e nos tribunais

Em 2012, o Japão e a Costa Rica conseguiram incluir Watson na lista vermelha da INTERPOL, uma decisão criticada como abuso político do sistema internacional. Detido em Nuuk (Groenlândia) em 2024, Watson passou cinco meses preso até ser libertado pelo governo dinamarquês, que negou a extradição por falta de garantias legais. Em julho de 2025, a INTERPOL removeu o alerta, reconhecendo a motivação política das acusações.

Agora, com o novo pedido de extradição apresentado em território brasileiro, a decisão recai sobre o Brasil — justamente o país-sede da COP30. Ambientalistas alertam que ceder à pressão japonesa seria um golpe simbólico contra a defesa ambiental global.

“Proteger quem protege o planeta é um dever ético”, afirma Nathalie Gil, presidente da Sea Shepherd Brasil. “Este pedido é uma afronta ao espírito da COP e à justiça ambiental.”

Paul Watson segue em território nacional, amparado por um Habeas Corpus preventivo. O caso promete testar o papel do Brasil como voz ativa na proteção dos defensores ambientais e dos oceanos.

Às portas da COP30, o Japão pressiona o Brasil pela extradição de Paul Watson, o ativista que defende as baleias há mais de 40 anos. 🌊🐋 #COP30 #PaulWatson #SeaShepherd #JustiçaAmbiental

 

 

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