A manhã de janeiro amanheceu protocolar, mas carregada de simbolismo na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro. Com a posse da nova diretoria, o Cremerj inicia um novo capítulo de sua história recente, marcado pela retomada plena da autonomia administrativa e pelo encerramento formal da intervenção conduzida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Eleita por unanimidade em plenária realizada no dia 8 de janeiro, a nova gestão tomou posse na terça-feira, dia 20, e foi oficialmente investida nos cargos no dia seguinte, quando passou a exercer suas funções. O mandato se estende até 30 de setembro de 2028, período que será decisivo para a reconstrução de rotinas internas, o fortalecimento institucional e o reposicionamento do conselho diante dos desafios da medicina no estado.
A cerimônia simboliza mais do que uma troca de nomes. A Resolução CFM nº 2.452/2026, que regulamentava a intervenção na autarquia fluminense, deixa de produzir efeitos com a nova diretoria empossada. O gesto representa o fim de um ciclo de excepcionalidade administrativa e o retorno à normalidade democrática dentro do órgão que representa milhares de médicos no Rio de Janeiro.
Assume a presidência o médico Antônio Rodrigues Braga Neto, que terá como vice Marcelo Veloso Peixoto. A secretaria-geral fica sob responsabilidade de Gustavo Khaled Vasconcellos da Silva Delgado, ao lado do primeiro-secretário José Ramon Varela Blanco. A tesouraria será conduzida por Roberto de Castro Meirelles de Almeida, com Fernando Jorge dos Santos Barros como primeiro-tesoureiro. Completam a diretoria Renata Christine Simas de Lima, à frente da Diretoria de Sede e Representações, André Luís dos Santos Medeiros como corregedor, e Ana Cristina Russo Marques Vicente como vice-corregedora.
Também foi definida a Comissão de Tomada de Contas, formada por Ana Cristina Baptista da Silva Figueiredo, Glaucia Maria Moraes de Oliveira e Ronaldo Contreiras de Oliveira Vinagre, responsável por acompanhar e fiscalizar a gestão financeira da autarquia.
Nos bastidores, a expectativa é de que o novo comando concentre esforços na recomposição de processos internos, na transparência administrativa e no diálogo com a categoria médica. O contexto é desafiador: o sistema de saúde fluminense enfrenta pressões estruturais, enquanto os conselhos profissionais são cada vez mais cobrados por posicionamentos técnicos e institucionais firmes.
Ao assumir o Cremerj após um período de intervenção, a nova diretoria herda a responsabilidade de restaurar a confiança e projetar o futuro. O gesto de posse encerra um capítulo sensível, mas abre outro, ainda em construção, no qual a governança e o diálogo deverão ocupar o centro da agenda.
Novo comando, novo ciclo: o Cremerj inicia uma nova fase. #SaúdeNoBrasil #Medicina
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