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Uma tarde interrompida por tiros na Baixada Fluminense

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O sábado seguia como tantos outros no bairro Bom Pastor, em Belford Roxo. Ruas conhecidas, trajetos repetidos, a sensação de pertencimento de quem nasceu e cresceu ali. Foi nesse cenário cotidiano que a violência voltou a romper o silêncio de forma irreversível. Uma menina de 10 anos morreu após o carro em que estava com o pai ser alvo de disparos na comunidade do Gogó da Ema, na Baixada Fluminense.

Sophia Loren Soares Camilo e o pai, Diogo Camilo Rocha, foram baleados e levados às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento do Bom Pastor. Diogo foi atingido na perna e sobreviveu. Sophia, ferida na perna e no tórax, não resistiu após ser transferida para o Hospital de Saracuruna. A notícia se espalhou rapidamente pela vizinhança, que conhecia a família e tentava compreender como uma discussão banal terminou em tragédia.

De acordo com informações da Polícia Militar, antes dos tiros houve um atrito verbal entre Diogo e o suspeito. O desentendimento, ainda sob apuração, teria sido seguido por uma sequência de disparos direcionados ao veículo. O autor foi identificado como Weverson Gomes da Silva, localizado e preso pouco tempo depois por equipes do 39º BPM, com apoio do Grupamento de Ações Táticas e do setor de inteligência.

Durante as buscas, os policiais apreenderam a arma utilizada no ataque: uma pistola Glock calibre 9 mm, além de 15 munições. O caso foi encaminhado à 54ª DP (Belford Roxo), onde o suspeito permanece preso. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense assumiu a investigação e informou que Weverson foi autuado em flagrante por homicídio e tentativa de homicídio.

Em notas oficiais, as polícias Militar e Civil confirmaram a prisão e destacaram a rápida resposta das equipes após a identificação do paradeiro do suspeito. Ainda assim, o episódio reacende uma ferida antiga na região: a naturalização da violência armada em áreas densamente povoadas, onde conflitos cotidianos podem escalar de forma fatal.

Para moradores do Bom Pastor, a morte de Sophia não é apenas mais um número nas estatísticas. É a interrupção brutal de uma infância, o impacto duradouro sobre uma família e o lembrete doloroso de que o risco atravessa rotinas simples. Em bairros como o Gogó da Ema, o medo se soma ao luto, enquanto a investigação busca respostas que não devolvem o que foi perdido.

O caso segue em apuração. A comunidade, por sua vez, tenta seguir adiante, carregando a pergunta que insiste em ficar: quantas vidas ainda serão atravessadas por uma violência que parece sempre à espreita?

Uma infância interrompida e uma cidade em luto.  #SegurançaPública #BaixadaFluminense

 

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