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Ataque no Arco do Triunfo reacende alerta antiterror em Paris

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A chama eterna sob o Arco do Triunfo ardia como todas as noites, iluminando discretamente os nomes gravados na pedra e a memória dos que tombaram em guerra. Turistas circulavam, celulares erguidos, quando o silêncio protocolar da cerimônia foi rompido por gritos e correria. Nesta sexta-feira (13), um homem armado com faca atacou policiais que faziam a guarda do monumento, um dos cartões-postais mais visitados de Paris.

Segundo a polícia francesa, o agressor tentou esfaquear um dos agentes da Guarda Republicana e foi baleado por outro policial no local. Ele morreu após ser atingido. Não houve registro de feridos entre os agentes ou visitantes. O entorno do Arco do Triunfo foi imediatamente isolado, com interrupção da circulação de pedestres e veículos.

O presidente Emmanuel Macron classificou o episódio como um “ataque terrorista islâmico”. Em declaração pública, afirmou que o atentado ocorreu enquanto a chama era reacendida — ritual simbólico que homenageia os mortos da Primeira Guerra Mundial. “Diante do terrorismo islâmico, a chama republicana sempre permanecerá acesa”, declarou o chefe de Estado.

O departamento antiterrorista foi acionado para investigar o caso. Até a última atualização oficial, nenhuma organização havia reivindicado autoria do ataque, e as autoridades não divulgaram detalhes sobre o perfil do agressor.

O episódio revive lembranças ainda sensíveis na França. Há pouco mais de uma década, o país enfrentou uma série de atentados reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico. Em janeiro de 2015, o ataque à redação do jornal satírico Charlie Hebdo deixou 12 mortos. Meses depois, em novembro, uma sequência coordenada de atentados em Paris — incluindo a casa de shows Bataclan, bares, restaurantes e os arredores do Stade de France — resultou em 130 vítimas fatais e mais de 350 feridos, no episódio considerado o mais letal da história recente francesa.

Desde então, o país mantém nível elevado de vigilância em pontos turísticos e espaços públicos. O Arco do Triunfo, símbolo nacional e palco de cerimônias oficiais, integra essa lista de áreas sob monitoramento constante.

Na noite que deveria ser apenas de memória e contemplação, Paris voltou a experimentar a tensão que já marcou sua história recente. A investigação segue em curso, enquanto a cidade, acostumada a resistir, tenta mais uma vez preservar sua rotina sob o peso do alerta.

 

 

Paris em alerta: tensão no coração da capital francesa.  #Paris #Terrorismo

 

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