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Casa-ateliê Tomie Ohtake reabre com exposição que celebra o legado de Ruy Ohtake

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Há casas que guardam memórias. Outras, reinventam o modo de viver. A partir de 7 de março, a Casa-ateliê Tomie Ohtake, no Campo Belo, inaugura uma nova fase ao se integrar oficialmente à programação do Instituto Tomie Ohtake. O ponto de partida é a exposição Ruy Ohtake – Percursos do habitar, que transforma a antiga residência da artista em território de reflexão sobre arquitetura, convivência e cidade.

Com curadoria de Catalina Bergues e Sabrina Fontenele, a mostra reúne seis projetos residenciais assinados por Ruy Ohtake entre as décadas de 1960 e 2010. Entre eles, a própria Casa-ateliê (1966), a Residência Chiyo Hama (1967), a Nadir Zacarias (1970), a Domingos Brás (1989), a Zuleika Halpern (2004) e o Condomínio Residencial Heliópolis (2008/2009), conhecido como “Redondinhos”.

O percurso expositivo revela um pensamento arquitetônico consistente: a casa como praça, espaço ampliado de encontro. Ao reorganizar as hierarquias do morar, Ohtake valorizou áreas comuns e reduziu os ambientes íntimos ao essencial. A luz, elemento central em sua obra, conduz o olhar e o deslocamento, ora difusa, ora pontual, articulando jardins internos e tensionando os limites entre interior e exterior.

Maquetes, croquis, desenhos técnicos e fotografias históricas permitem acompanhar o processo criativo e as transformações dessas construções ao longo do tempo. Vídeos com depoimentos de moradores aprofundam a dimensão humana dos projetos, revelando como essas arquiteturas moldaram relações, memórias e formas de convivência.

O Condomínio Heliópolis amplia a discussão para a escala urbana. Ali, Ohtake reafirmou o compromisso com espaços públicos de qualidade e inclusão social, em diálogo com lideranças comunitárias. A arquitetura surge como ferramenta concreta de transformação.

A escolha da Casa-ateliê como sede da exposição não é casual. Projetada pelo próprio arquiteto e premiada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil em 1971, a residência foi, por mais de quatro décadas, moradia, ateliê e ponto de encontro de Tomie Ohtake. Agora, passa a abrigar exposições, concertos, oficinas e pesquisas, reafirmando-se como espaço de memória ativa.

Mais do que revisitar obras, Percursos do habitar convida o público a refletir sobre como habitamos — e como a arquitetura pode, silenciosamente, reorganizar o mundo ao nosso redor.

 

Quando a casa vira praça e a arquitetura vira memória viva.  #ArquiteturaBrasileira
#RuyOhtake

 

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