Arte em fluxo: “Águas subterrâneas” conecta França e Brasil em diálogo sobre memória, rios e transformação 🌊
Exposição do Instituto Tomie Ohtake une artistas brasileiros e franceses para refletir sobre as águas como símbolo de vida, política e resistência.
Arte em fluxo: “Águas subterrâneas” conecta França e Brasil em diálogo sobre memória, rios e transformação 🌊
Exposição do Instituto Tomie Ohtake une artistas brasileiros e franceses para refletir sobre as águas como símbolo de vida, política e resistência.
De um lado, o rio Charente, que corta a paisagem da Nova-Aquitânia, na França. Do outro, o sistema Tietê-Pinheiros, que atravessa São Paulo e carrega em suas margens a história da urbanização e da degradação ambiental. Entre esses dois cursos d’água nasce “Águas subterrâneas: narrativas de confluência”, nova mostra do Instituto Tomie Ohtake, em cartaz de 14 de novembro de 2025 a 8 de março de 2026.
Correalizada pelo Institut Français e pelo Frac Poitou-Charentes, a exposição integra a Temporada França-Brasil 2025, que celebra os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Com patrocínio do Nubank e curadoria de Irene Aristizábal, Ana Roman e Catalina Bergues, a mostra propõe um diálogo poético entre territórios, linguagens e temporalidades, tendo a água como metáfora de fluxo, encontro e resistência.
Mais do que uma exposição, “Águas subterrâneas” é um convite à escuta. As obras questionam a escassez, a contaminação e o direito à água, mas também evocam espiritualidade, memória e pertencimento. O público encontrará desde instalações e vídeos até esculturas e cartografias experimentais — cada uma transformando as águas em voz, corpo e testemunha.
Entre os destaques, o Coletivo Coletores revisita a cartografia dos rios paulistanos, propondo novas leituras sobre território e cidadania. Daniel de Paula, por sua vez, instala a obra Mãe no Parque Linear Bruno Covas, deslocando uma turbina da antiga Usina Henry Borden para às margens do Pinheiros — gesto que une passado industrial e urgência ambiental. Já a artista francesa Suzanne Husky apresenta aquarelas inspiradas no relatório do IPCC, rastreando a presença dos castores na Europa e seu papel ecológico.
Outros nomes, como Capucine Vever, Davi de Jesus do Nascimento e Rastros de Diógenes, articulam ancestralidade e ecologia em narrativas visuais que flutuam entre ficção e realidade. Assim, a mostra se desdobra como uma corrente viva de ideias e afetos — uma travessia entre águas, culturas e memórias.
De Belém à Faria Lima, as águas correm, cruzam memórias e inspiram arte 💧✨ “Águas subterrâneas” chega ao Instituto Tomie Ohtake com artistas do Brasil e da França. #ArteContemporânea #InstitutoTomieOhtake #TemporadaFrancaBrasil #ConfluenciasCriativas
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