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Brasil confirma presença na Copa Mundial de Futebol Unificado em Paris

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Enquanto o calendário esportivo projeta os holofotes para a Copa do Mundo de 2026 na América do Norte, outra competição promete emocionar o planeta meses antes — desta vez, em solo francês. Entre os dias 5 e 11 de julho, Paris será palco da Copa Mundial de Futebol Unificado da Special Olympics, reunindo 300 atletas com e sem deficiência intelectual em uma celebração que transforma o futebol em linguagem universal de inclusão.

O Brasil está entre as 12 seleções confirmadas na disputa masculina. O sorteio realizado em 19 de fevereiro, na Prefeitura de Paris, definiu os países participantes ao lado da França, anfitriã do evento, além de Índia, China, Equador, Israel, Jamaica, Líbia, Paraguai, Senegal, Espanha e Emirados Árabes Unidos. As partidas ocorrerão no Estádio Sébastien Charléty, casa do Paris FC, e no campus da Universidade Internacional de Paris. A divisão dos grupos será anunciada em 16 de abril.

Representando o país, a delegação das Olimpíadas Especiais Brasil levará 16 atletas: nove com deficiência intelectual e sete sem deficiência. A metodologia do Futebol Unificado determina que, entre os 11 titulares, seis atletas tenham deficiência intelectual e cinco não, promovendo integração em campo e fora dele. Mais do que regra, trata-se de prática concreta de inclusão.

A expectativa brasileira carrega também retrospecto positivo. Na última edição do Mundial, realizada em Detroit em 2022, o Brasil conquistou a medalha de bronze ao superar o Marrocos na disputa pelo terceiro lugar. Agora, o desafio é ampliar o desempenho e fortalecer o protagonismo do país em um movimento global que vai além da competição.

Fundada em 1968 por Eunice Kennedy Shriver, a Special Olympics tornou-se referência internacional ao utilizar o esporte como ferramenta de desenvolvimento pessoal. No Brasil, o movimento reúne cerca de 44 mil atletas em 13 modalidades, apoiado por voluntários e embaixadores do esporte como Cafu, Zico, Romário e Jackie Silva.

Para o presidente das Olimpíadas Especiais Brasil, Douglas Pereira, a participação em Paris simboliza mais do que medalhas: representa crescimento individual e troca cultural. Em campo, cada passe traduz oportunidade; cada gol, visibilidade.

Quando a bola rolar na capital francesa, o futebol mostrará novamente que inclusão não é discurso — é jogo jogado. E o Brasil já está em campo.

 

Mais que futebol: inclusão em campo e no mundo.  #FutebolUnificado
#InclusaoNoEsporte

 

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