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MP do Rio reabre investigação contra Carlos Bolsonaro por suspeita de rachadinha

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A investigação que parecia encerrada voltou ao centro do debate político no Rio de Janeiro. O Ministério Público estadual decidiu reabrir o procedimento que apura suspeitas de rachadinha envolvendo o ex-vereador Carlos Bolsonaro e outras 25 pessoas. A decisão partiu da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), após avaliação de que diligências consideradas essenciais não foram devidamente cumpridas na apuração anterior.

O caso havia sido arquivado em setembro de 2024. À época, sete funcionários do gabinete de Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal foram denunciados por peculato, crime relacionado ao desvio de recursos públicos. Segundo a denúncia, o então chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes teria coordenado, entre 2005 e 2021, a arrecadação de cerca de R$ 1,9 milhão que teriam sido devolvidos por servidores nomeados. O promotor responsável sustentou que não havia indícios de circulação de valores para contas do ex-vereador.

No entanto, no início de 2025, o juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venâncio Braga apontou omissões e contradições no arquivamento e encaminhou o caso à PGJ. O novo parecer, obtido pela imprensa, destaca pontos que não teriam sido analisados com profundidade, como movimentações relacionadas a um cofre bancário e a compra de um apartamento em Copacabana, em 2009, declarado por R$ 70 mil — valor considerado abaixo do mercado à época.

Outro foco da nova etapa da investigação envolve pagamentos de plano de saúde. Relatório citado pela PGJ indica que, em um período de nove anos, apenas um boleto teria sido quitado diretamente pela conta bancária de Carlos Bolsonaro. A Procuradoria sugeriu que operadoras sejam oficiadas para detalhar valores, responsáveis e formas de pagamento.

O documento também menciona acessos frequentes a um cofre em agência bancária, registrados ao menos uma vez por mês, circunstância que chamou atenção dos investigadores. A lista de investigados inclui 26 pessoas, entre elas Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro. Relatórios de inteligência financeira já apontaram depósitos em dinheiro vivo que somam até R$ 340 mil na conta dela.

Carlos Bolsonaro deixou a Câmara Municipal há dois meses, após 25 anos de mandato, e anunciou candidatura ao Senado por Santa Catarina. A reabertura do caso reacende discussões sobre transparência e responsabilidade no uso de recursos públicos. A nova fase da investigação ainda não tem prazo para conclusão.

 

Caso arquivado volta à pauta e reacende debate sobre transparência.  #PolíticaRJ
#TransparênciaPública

 

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