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Museu Afro Brasil abre chamamento nacional para o Guia de Acervos Afro-brasileiros 2027

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Em um país onde a história negra se espalha por territórios, comunidades e tradições diversas, mapear essa memória é também um gesto de reconhecimento. Com esse propósito, o Museu Afro Brasil Emanoel Araújo e a Rede de Acervos Afro-brasileiros anunciaram a abertura do chamamento nacional para a edição 2027 do Guia de Acervos Afro-brasileiros, publicação que reúne iniciativas dedicadas à preservação da cultura e da memória negra no Brasil.

A convocatória convida museus, arquivos, bibliotecas, coleções particulares, pontos de memória, casas de cultura, comunidades quilombolas e povos tradicionais de matriz africana, entre outras instituições e iniciativas, a integrarem o mapeamento. O objetivo é registrar e dar visibilidade a espaços que preservam bens culturais materiais e imateriais produzidos ou reconhecidos por pessoas e comunidades negras.

A iniciativa nasceu em 2022, dentro do Programa Conexões Museus SP, como uma proposta do Museu Afro Brasil em parceria com o Sistema Estadual de Museus de São Paulo. Desde então, a rede tem se consolidado como um importante instrumento de articulação entre instituições culturais espalhadas pelo país.

Segundo Janderson Brasil Paiva, analista sênior de articulação em rede do programa, o projeto tem caráter pioneiro ao reunir instituições com diferentes perfis, mas conectadas pela missão de preservar patrimônios afro-brasileiros.

“O Guia se tornou um referencial único justamente por aproximar iniciativas muito distintas, que compartilham o compromisso de salvaguardar a memória negra. Nosso desejo é que cada vez mais guardiões desses acervos estejam representados na publicação”, afirma.

Os números das edições anteriores mostram o crescimento do projeto. A primeira edição, lançada em 2024, reuniu 41 iniciativas de 11 estados brasileiros. Já a segunda publicação, em 2026, ampliou significativamente o alcance, registrando 106 iniciativas distribuídas por 17 estados.

Apesar do avanço, os organizadores reconhecem que o mapeamento ainda não reflete toda a diversidade existente no país. Por isso, a nova edição pretende ampliar sua capilaridade por meio de parcerias com instituições como o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o ICOM Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e diferentes sistemas estaduais de museus.

Para Paulo Roberto, diretor executivo do Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, fortalecer essa rede significa consolidar uma política cultural voltada à valorização da memória negra.

“Ampliar a Rede de Acervos Afro-brasileiros é reforçar o reconhecimento de iniciativas que preservam histórias fundamentais para o país, especialmente em territórios que historicamente receberam menos atenção das políticas culturais”, destaca.

Mais do que uma publicação, o Guia se apresenta como um retrato em construção. Um mapa vivo de memórias, saberes e patrimônios que continuam sendo preservados — muitas vezes longe dos grandes centros — por comunidades que mantêm viva a herança afro-brasileira.

 

Um mapa vivo da memória negra no Brasil: o Guia de Acervos Afro-brasileiros abre novo chamamento para sua edição 2027.  #CulturaAfroBrasileira   #MemoriaNegra 📚

 

 

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