O riso, quando encontra reconhecimento, ganha outra dimensão. Foi nesse clima que o Teatro TotalEnergies, no Rio de Janeiro, recebeu, na noite de 16 de março, a oitava edição do “Prêmio do Humor”. Entre encontros de bastidores e aplausos prolongados, a cerimônia reuniu nomes consagrados e novas vozes da comédia brasileira em uma celebração que transitou entre a leveza e a reverência.
À frente da noite, Fabio Porchat conduziu o evento com a familiaridade de quem acredita no humor como linguagem essencial. Mais do que apresentar, ele costurou momentos que refletiam o espírito da premiação: reconhecer trajetórias e impulsionar talentos. O ponto alto veio com a homenagem a Marco Nanini, escolhido do ano. Ao subir ao palco, convidado por Marcelo Adnet e Luis Lobianco, o ator foi recebido de pé por uma plateia que parecia revisitar, em silêncio e admiração, décadas de carreira.
A emoção não ficou restrita ao homenageado. “É um sonho de infância poder celebrar alguém que sempre me inspirou”, comentou Porchat, evidenciando o caráter afetivo que permeou a noite.
Antes desse desfecho, a premiação percorreu diferentes categorias, destacando a diversidade criativa do humor contemporâneo. Em TEXTO, Gregório Duvivier e Luciane Paes foram reconhecidos por “O Céu da Língua”, obra que também conquistou o prêmio de ESPETÁCULO, consolidando sua força entre crítica e público. Na DIREÇÃO, Debora Lamm levou o troféu por “Toda Donzela Tem um Pai que é Uma Fera”, enquanto Rodrigo Fagundes foi premiado em PERFORMANCE por “O Formigueiro”, reafirmando sua presença marcante nos palcos.
A categoria ESPECIAL trouxe à cena o trabalho de Rafael Raposo e Christina Streva, com o projeto Cabaré do Gláucio, evidenciando iniciativas que expandem os limites tradicionais do humor.
Na plateia, o evento também funcionou como ponto de encontro. Nomes como Betty Faria, Claudia Rodrigues, Carol Castro e Marcelo Médici circularam entre conversas, risos e reencontros, compondo um retrato vivo da cena artística nacional.
Mais do que distribuir troféus, o “Prêmio do Humor” reafirma sua relevância ao valorizar a comédia como expressão cultural potente. Em tempos de incerteza, rir — e reconhecer quem faz rir — continua sendo um gesto de resistência e conexão. E, ao que tudo indica, essa história ainda tem muitos capítulos pela frente.
Uma noite de risos, encontros e aplausos de pé para quem fez história no humor. #HumorBrasileiro #CulturaRJ
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