Safra histórica transforma Monte Belo do Sul em destaque da vitivinicultura brasileira
Colheita de 2026 une volume e qualidade raros
Entre colinas verdes e fileiras organizadas de videiras, Monte Belo do Sul viveu, em 2026, uma safra que já começa a ganhar contornos históricos. Com a colheita finalizada em abril, produtores celebram números expressivos e, principalmente, uma qualidade considerada excepcional. Na avaliação da vinícola Casa Marques Pereira, o ciclo deste ano reuniu fatores raros e resultou em uma combinação que o setor busca há décadas: alta produção e excelência no mesmo período.
A paisagem típica da Serra Gaúcha acompanhou um ciclo climático quase ideal. O inverno mais rigoroso favoreceu a dormência das videiras, etapa essencial para a saúde das plantas. Depois, as chuvas no período anterior à frutificação ajudaram no desenvolvimento uniforme dos cachos. Já durante o amadurecimento, a baixa incidência de chuvas garantiu concentração, sanidade e intensidade aromática — elementos que fazem diferença dentro e fora das taças.
O resultado apareceu nos números. Segundo Felipe Marques Pereira, sócio-proprietário da vinícola, a vindima de 2026 registrou crescimento de 30% em relação ao ano anterior. Mais do que volume, a safra surpreendeu pelo nível de maturação das uvas cultivadas no vinhedo Quinta da Orada, onde seis variedades atingiram graduação de vinho nobre — acima de 14,1% de álcool, conforme a legislação brasileira.
Entre os destaques, a Merlot chamou atenção ao alcançar 15,7% de graduação alcoólica, resultado incomum para a região. Segundo o produtor, a estratégia de prolongar a permanência das uvas na videira contribuiu para um perfil mais concentrado, lembrando estilos tradicionais europeus. A Pinot Noir também surpreendeu, atingindo 14,3% — índice considerado raro no Brasil, especialmente para uma variedade conhecida pela delicadeza e sensibilidade climática.
Para a Casa Marques Pereira, o desempenho da safra reforça o potencial crescente de Monte Belo do Sul dentro da vitivinicultura nacional. A cidade, que já possui mais de dois mil hectares destinados ao cultivo de uvas, consolidou-se como a maior produtora per capita da América Latina, um título que carrega tradição e inovação.
Enquanto as uvas colhidas seguem para as próximas etapas de vinificação, cresce também a expectativa sobre os rótulos que nascerão desse ciclo. Em Monte Belo do Sul, a safra de 2026 não representa apenas números positivos — ela sinaliza maturidade, identidade e um futuro cada vez mais promissor para os vinhos brasileiros. 🍇✨
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