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Dragão do Mar celebra 27 anos com programação que transforma Fortaleza em palco vivo

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Dragão do Mar celebra 27 anos com programação que transforma Fortaleza em palco vivo

Semana reúne shows, teatro, cinema e literatura

O fim de tarde em Fortaleza ganha um ritmo diferente quando o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura acende suas luzes. Aos 27 anos, o equipamento reafirma sua vocação: ser ponto de encontro entre linguagens, corpos e histórias. A programação comemorativa, espalhada ao longo da semana, mistura o ordinário da agenda cultural com o extraordinário de uma celebração que ocupa todos os cantos do complexo.

Entre palcos e praças, o público transita por experiências que vão do teatro intimista ao show de multidão. Logo no início da semana, espetáculos como Palhaços e Drama Cuspido e Escarrado conduzem o olhar para narrativas que exploram identidade, fragilidade e crítica social. Na sequência, a dança amplia o discurso com montagens como Embocadas e A Rainha, onde o corpo se torna linguagem política e poética.

A literatura também encontra espaço nesse mosaico cultural. O projeto Margem da Palavra traz ao centro vozes como Cidinha da Silva e Bárbara Carine, em um encontro que ultrapassa o formato tradicional e propõe reflexão sobre raça, memória e educação. Ao redor, a trilha sonora da DJ Lolost costura o ambiente com batidas que dialogam com a cena contemporânea.

Quando a noite avança, a música assume o protagonismo. A Praça Verde se transforma em arena para artistas como Priscila Senna, enquanto nomes como Cidadão Instigado e BUHR apontam para a diversidade sonora que define o evento. Do brega ao experimental, o que se vê é um recorte pulsante da produção brasileira.

No cinema, a Mostra Fortalezas e o Festival Imovision ampliam horizontes, projetando tanto a identidade local quanto narrativas internacionais. Já o planetário convida o público a olhar para cima, conectando ciência e imaginação em sessões imersivas.

Fora dos palcos tradicionais, feiras criativas, oficinas e atividades infantis reforçam o caráter democrático do Dragão. O espaço se abre para o improviso, para o encontro e para o cotidiano transformado em arte.

Ao completar mais um ciclo, o Centro Dragão do Mar não apenas celebra sua trajetória, mas reafirma seu papel como território vivo. Um lugar onde cultura não é apenas exibida — é vivida, compartilhada e reinventada a cada passo.

 

Fortaleza pulsa diferente quando o Dragão entra em cena. 27 anos de arte, encontros e experiências que atravessam gerações.  #CulturaNordestina #ArteQueTransforma

 

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