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Dragão do Mar celebra 27 anos com arte, memória e vozes invisibilizadas

Programação gratuita ocupa Fortaleza por 4 dias

Centro Dragão do Mar celebra 27 anos com programação gratuita e foco em memória, arte e resistência feminina. #Linkezine 🎭

Dragão do Mar celebra 27 anos com arte, memória e vozes invisibilizadas

Programação gratuita ocupa Fortaleza por 4 dias

Fortaleza amanhece diferente quando o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura entra em celebração. Aos 27 anos, o equipamento cultural transforma seus espaços em território de encontros, memórias e reinvenções. De 23 a 26 de abril, a programação gratuita convida o público a atravessar linguagens e histórias sob um tema que ecoa como manifesto: “Não existe Chico sem Matilde”.

A frase, que dá o tom da celebração, desloca o olhar para além da figura histórica de Chico da Matilde — o Dragão do Mar — e ilumina a presença fundamental de sua mãe, Matilde Maria da Conceição. Mulher negra, labirinteira e símbolo de resistência, ela surge como metáfora de tantas outras trajetórias invisibilizadas que sustentam narrativas coletivas.

Ao longo dos quatro dias, o Dragão se espalha em sons, corpos e imagens. A abertura, no dia 23, mergulha nas raízes com o Dragão das Encantarias, reunindo o Coco do Povo Anacé e o grupo Fulni-ô Thynia Thudya, em apresentações que conectam ancestralidade, espiritualidade e território. Na mesma noite, o Chora Iracema promove um encontro raro entre a Orquestra Cabulosa e a Orquestra Popular do Nordeste, costurando choro, jazz e sonoridades nordestinas.

O cinema também encontra espaço nesse mosaico cultural. A Sessão Supermemórias revisita a obra de Kleber Mendonça Filho, enquanto a Mostra Fortalezas propõe um olhar sobre a cidade e suas múltiplas camadas de memória e identidade.

A música ocupa as praças e palcos com uma diversidade que vai do popular ao experimental. Nomes como Priscila Senna, BUHR e Cidadão Instigado dividem a cena com artistas da nova geração, como Mumutante, Ayla Lemos e Joana Lima, revelando a vitalidade da produção contemporânea. Nos bastidores dessa efervescência, iniciativas como o selo Iracema Sounds apontam para novos caminhos de circulação e fortalecimento da música local.

As artes cênicas ampliam o debate ao colocar o corpo como território político e poético. Espetáculos como Ramadança, Vazante e Vozes Bárbaras atravessam temas como envelhecimento, memória e resistência feminina, dialogando diretamente com o eixo central da programação.

Entre uma apresentação e outra, o público encontra feiras criativas, oficinas e percursos educativos que reforçam o papel do Dragão como espaço de convivência e formação. Mais do que um aniversário, o que se celebra é uma ideia em movimento: a cultura como construção coletiva.

No fim, permanece a sensação de que contar histórias é também um ato de reparação. E que, ao trazer Matilde para o centro, o Dragão do Mar reafirma que nenhum legado se constrói sozinho.

 

Quatro dias de arte, memória e encontros no coração de Fortaleza ✨  #CulturaNordestina
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