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Entre panelas e lembranças, Paraty ganha voz no novo livro de Ana Bueno

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Entre panelas e lembranças, Paraty ganha voz no novo livro de Ana Bueno

Obra mistura memória, cultura e sabores caiçaras

Há histórias que não se escrevem apenas com palavras, mas com cheiros, sabores e gestos repetidos ao longo do tempo. É nesse território sensível que a chef e escritora Ana Bueno constrói Paratyanas – crônicas escritas ao pé do fogão, obra que chega ao Rio de Janeiro como um convite a sentir, mais do que simplesmente ler.

Inspirado pela atmosfera singular de Paraty, o livro transforma o cotidiano em narrativa. O fogão, elemento central da obra, deixa de ser apenas espaço de preparo e se torna ponto de encontro entre gerações. É ali que memórias ganham forma, que receitas carregam histórias e que a cultura local se mantém viva, resistindo ao tempo.

Ao longo das páginas, Ana costura crônicas que transitam entre o real e o imaginário, reunindo personagens que poderiam facilmente habitar qualquer quintal da cidade histórica. A escrita, marcada por delicadeza e pertencimento, revela uma Paraty que vai além dos cartões-postais — uma cidade construída por afetos, tradições e pequenas histórias cotidianas.

A autora mergulha nas raízes caiçaras para dar densidade à narrativa. Mais do que retratar costumes, ela evidencia a relação íntima entre cultura e gastronomia, mostrando como a comida funciona como linguagem e memória. Cada prato citado carrega não apenas ingredientes, mas fragmentos de identidade.

O lançamento, marcado para o dia 8 de maio, às 19h, na Livraria da Travessa, no Leblon, propõe um encontro que extrapola o rito tradicional das noites de autógrafos. A ocasião se desenha como extensão do próprio livro: um espaço de troca, escuta e partilha, onde leitores poderão se aproximar da autora e de suas histórias.

Em tempos de narrativas aceleradas, Paratyanas aposta na pausa. Convida o leitor a desacelerar e observar os detalhes — o barulho da panela, o cheiro que se espalha pela casa, a conversa que atravessa a cozinha. É nesse ritmo que o livro se sustenta e se diferencia.

Ao chegar ao público carioca, a obra amplia o alcance de uma Paraty íntima, muitas vezes invisível aos olhares apressados. E reforça uma ideia simples, mas potente: algumas histórias só podem ser contadas quando se está disposto a sentir.

No fim, o livro não entrega apenas páginas. Oferece uma travessia — da memória ao presente, da cozinha à literatura — que continua mesmo depois da última linha.

Histórias que começam no fogão e chegam ao coração.  #LiteraturaBrasileira #CulturaCaiçara

 

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