Linkezine

Caso Orelha entra em nova fase após pedido de arquivamento do Ministério Público

Anúncios

Caso Orelha entra em nova fase após pedido de arquivamento do Ministério Público

Investigação sobre morte do cão segue sem conclusão

A história do cão Orelha mobilizou moradores, ativistas e milhares de pessoas nas redes sociais ao longo dos últimos meses. Agora, o caso que provocou protestos, debates sobre maus-tratos e repercussão internacional chega a um novo capítulo marcado por incertezas. O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento das investigações relacionadas à morte do animal por falta de provas conclusivas.

O relatório, com cerca de 170 páginas, foi encaminhado à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância, na última sexta-feira (8). A informação sobre o pedido de arquivamento foi divulgada inicialmente pelo colunista Anderson Silva, da NSC.

O cão Orelha morreu em 4 de janeiro de 2026, na Praia Brava, em Florianópolis. Desde então, o episódio passou a ocupar espaço constante no noticiário e nas redes sociais, impulsionado pela comoção popular e pelas suspeitas de agressão ao animal comunitário, conhecido na região.

Ao longo da investigação, a Polícia Civil apontou indícios de violência e chegou a indiciar um adolescente por suposta participação no caso. No entanto, após a análise complementar das diligências e do conjunto probatório, o Ministério Público concluiu que não havia elementos suficientes para sustentar eventual responsabilização judicial.

Em abril, o próprio MPSC havia solicitado novas diligências à Polícia Civil, alegando lacunas e inconsistências no inquérito inicial. Entre os pontos levantados estavam a necessidade de aprofundar análises técnicas e esclarecer contradições identificadas durante a apuração.

O caso ganhou ainda mais complexidade após a exumação do corpo do animal para realização de um novo laudo pericial. A perícia da Polícia Científica, contudo, não conseguiu determinar a causa da morte. O documento descartou fraturas no esqueleto do cão, embora tenha ressaltado que isso não eliminava totalmente a possibilidade de traumas em outras regiões do corpo.

A ausência de imagens que comprovassem as agressões também se tornou um dos principais obstáculos da investigação. Em diferentes momentos, a Polícia Civil reiterou que não possuía registros audiovisuais capazes de confirmar a dinâmica apontada inicialmente.

Enquanto o processo segue agora sob análise do Judiciário, o impacto social do caso permanece evidente. Em março, o governo federal anunciou o decreto “Cão Orelha”, que ampliou punições administrativas para casos de maus-tratos contra animais, prevendo multas que variam de R$ 1.500 a R$ 50 mil.

Mesmo sem uma conclusão definitiva sobre a morte do animal, o nome de Orelha acabou se transformando em símbolo de uma discussão maior sobre proteção animal, responsabilidade coletiva e justiça — temas que continuam ecoando muito além da Praia Brava.

 

O caso que mobilizou o país entra em nova fase após pedido de arquivamento do Ministério Público. 🐶  #JustiçaAnimal  #ProtecaoAnimal

 

 

 

disponível para venda na Amazon:  https://a.co/d/0gDgs0S

Sair da versão mobile