A manhã desse domingo de Ramos será lembrada como o domingo onde a justiça foi feita. Às 6 horas de hoje (24) a Polícia Federal prendeu Chiquinho e Domingos Brazão e um personagem que flutuava dentro do caso Marielle, Rivaldo Barboza, que teria sido citado em 2019 em uma conversa entre o vereador Marcello Sicilliano e o miliciano Jorge Alberto Moreth, vulgo (Beto-Bomba). Segue o trecho da conversa:
“Isso aí, é o Rivaldo Barbosa, é ele que levou quatrocentos cruzeiros, chefe. Foi quatrocentos cruzeiros, pô, tô te falando! Na hora que eles viram que ia babar, que o bagulho deu muita repercussão, o troço falhou, o troço ficou cara pra caralho! Porque, chefe, quem rodar neste bagulho de Marielle vai para Catanduva [Presídio federal no Paraná] e vai ser esquecido, meu irmão! Porra, tô te falando, papo reto. Entendeu?” Os jornalistas do UOL Flávio Costa e Vinícius Konchinski divulgaram hoje esse trecho no portal UOL.
Na época da investigação, Rivaldo Barboza foi procurado por jornalistas e negou ter recebido 400 reais para atrapalhar o caso. Rivaldo Barboza o inimigo oculto de Marielle não estava sozinho, ele contava com outros policiais, entre eles o delegado Giniton Lages e um inspetor da DH. Marcelo Freixo em sua conta no X deixa sua indignação:
“O delegado Giniton Lages, ex-titular da Delegacia de Homicídios, afastado das funções pelo STF por envolvimento na obstrução das investigações do assassinato de Marielle, escreveu um livro sobre ela. O nível de barbárie e deboche é inacreditável.”
É inacreditável uma pessoa trabalhar para obstruir um caso tão grave como esse, e ainda escrever um livro falando do assassinato. Em resumo, ele ganhou dinheiro vendendo o livro da morte de Marielle.
Na época Orlando Curicica, o miliciano preso em Catanduva, foi apontado por Rivaldo Barbosa e Giniton Lages como o responsável pela morte de Marille e Anderson, mas em depoimento no MPF (Ministério Público Federal) e PF, o miliciano afirmou que o delegado e outros agentes recebiam dinheiro da contravenção e de milicianos, para arquivar inquéritos de homicídios cometidos pelo grupo de matadores de aluguel, conhecido como Escritório do Crime. A partir dessa fala de Orlando Curicica e dessas prisões de Chiquinho Brazão, Domingos Brazão e o ex – delegado Rivaldo Barboza, o que veremos será um castelo de cartas sendo destruído dentro do crime organizado no Rio de Janeiro.
A jornalista Andrea Sadi fez essa postagem em seu X :
“Operação foi antecipada para evitar vazamentos.
Conversei com o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski.
O objetivo agora é avançar para desvendar o crime organizado no Rio: da milícia ao bicho.”
Ainda hoje, o ministro Lewandowski no horário de 14 horas, fará um pronunciamento e deverá conceder algumas perguntas aos jornalistas.
Que esse domingo de Ramos leve paz às casas de todos, principalmente às famílias de Marielle e Anderson!

