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Pantanal em Chamas: Incêndios Aumentam Mais de 1000% e Rio Paraguai Enfrenta Seca Recorde

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Em 2024, o Pantanal brasileiro já registrou o segundo maior índice de incêndios desde 2010, ficando atrás apenas de 2020, quando 26% do bioma foi consumido pelo fogo. A maior parte dos incêndios está concentrada no Mato Grosso do Sul, que juntamente com o Mato Grosso, viu um aumento de 1025% nos focos de incêndio nos primeiros seis meses de 2024 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, a bacia do rio Paraguai enfrenta uma seca recorde, com níveis de água mais de 2 metros abaixo da média histórica.

Aumento dos Incêndios

Os dados do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que o Pantanal já possui o segundo maior índice de incêndios desde 2010. Entre janeiro e junho de 2024, foram registrados 698 focos de incêndio no Mato Grosso do Sul, comparados a 62 no mesmo período de 2023. No Mato Grosso, os focos aumentaram de 44 para 495 no mesmo período. Somando os dois estados, o bioma enfrenta uma situação alarmante.

Seca Recorde na Bacia do Rio Paraguai

O rio Paraguai, a principal bacia hidrográfica do Pantanal, registra uma seca severa. Em Ladário, Mato Grosso do Sul, o nível do rio está 2,47 metros abaixo da média histórica de 3,85 metros para este período. A última medição, em 7 de junho, indicou um nível de apenas 1,38 metros.

Impactos Ambientais e Sociais

A falta de chuvas e os incêndios florestais têm gerado densa fumaça sobre cidades como Corumbá, onde praticamente não chove há mais de 50 dias. A situação levou à evacuação de crianças de uma escola ribeirinha e à suspensão das aulas por 10 dias. A Operação Pantanal, deflagrada pelo Corpo de Bombeiros desde abril, conseguiu conter incêndios em três parques estaduais, mas a falta de chuva continua a ser um grande desafio.

Medidas e Cooperação

Para mitigar a situação, apenas o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) está autorizado a realizar queimadas controladas, que antes eram realizadas por ONGs, fazendeiros e moradores tradicionais. Além disso, os governos de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o governo federal assinaram um termo de cooperação para a defesa, proteção e desenvolvimento sustentável do Pantanal. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sugeriu a elaboração de um pacto pelo Pantanal, envolvendo também os prefeitos da região.

Redução do Desmatamento

Apesar da situação crítica com os incêndios e a seca, houve uma redução de 9% no desmatamento do Pantanal entre agosto de 2022 e julho de 2023, de acordo com o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes). Na Amazônia, a redução foi ainda maior, de 21%.

A crise atual no Pantanal destaca a necessidade urgente de medidas eficazes e coordenadas para proteger um dos biomas mais importantes e biodiversos do mundo, garantindo sua preservação para as futuras gerações.

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