DJ brasileira é presa em Portugal por suspeita de chefiar rede de prostituição
DJ brasileira é presa em Portugal por suspeita de chefiar rede de prostituição
A DJ ítalo-brasileira Rebeka Episcopo, conhecida no meio artístico como Beka, foi presa nesta semana em Portugal sob a suspeita de liderar uma organização criminosa voltada à exploração sexual de mulheres. A ação faz parte da operação “Last Massage”, deflagrada pela Polícia de Segurança Pública (PSP), que também resultou na detenção de outras cinco pessoas — incluindo um policial português.
Radicada na Europa há mais de três décadas, Rebeka construiu carreira no cenário musical lusitano, mas agora enfrenta acusações graves que colocam sua liberdade e reputação em xeque. A prisão ocorreu na última terça-feira (1º), e, segundo a assessoria da PSP, as medidas judiciais que determinarão sua permanência em regime fechado devem ser definidas na manhã deste sábado (5).
Durante a operação, a polícia apreendeu uma série de itens que reforçam a gravidade das suspeitas:
- €107 mil em dinheiro vivo
- Cheques que somam €10 mil
- Documentos que supostamente evidenciam a atuação da quadrilha
Além do material financeiro, o aparato policial encontrou armas de fogo, munições, aparelhos eletrônicos e sistemas de vigilância — um verdadeiro arsenal tecnológico que indica um esquema bem estruturado. Entre os itens apreendidos estavam:
- 1 arma de fogo calibre 22
- 2 espingardas calibre 12
- 32 munições calibre 12
- 9 sprays de gás OC
- 17 celulares, 8 computadores, 3 tablets e diversos dispositivos de armazenamento
- 1 sistema de videomonitoramento
- 1 rádio comunicador
A Polícia portuguesa também aponta que o grupo é suspeito de sonegar contribuições previdenciárias, agravando ainda mais o rol de crimes atribuídos aos envolvidos.
O caso chama atenção não apenas pela notoriedade de Rebeka como DJ, mas pela complexidade da organização e pelo envolvimento de um agente da lei no esquema. Até o momento, a defesa de Rebeka não se pronunciou oficialmente, e o g1 — que acompanha o caso de perto — não conseguiu contato com seus representantes legais.
A sociedade portuguesa acompanha o desdobramento do caso com perplexidade, e os próximos passos da Justiça serão determinantes para entender a profundidade da rede e o verdadeiro papel da artista no centro da operação.
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