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Aplicativo de Espionagem no Celular de Assessora de Carlos Bolsonaro Aprofunda Crise da “Abin Paralela”

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Aplicativo de Espionagem no Celular de Assessora de Carlos Bolsonaro Aprofunda Crise da “Abin Paralela”

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A Polícia Federal encontrou um aplicativo de grampo no celular de Luciana Paula Garcia Almeida, assessora do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). O software, usado ilegalmente para monitoramento, reacende as suspeitas sobre a atuação da chamada “Abin paralela” durante o governo de Jair Bolsonaro.

Luciana é investigada por integrar o núcleo político da estrutura clandestina de inteligência que teria operado à margem da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O celular dela foi apreendido em janeiro de 2024, durante a operação Vigilância Aproximada, que também teve como alvos o próprio Carlos Bolsonaro e o ex-diretor da Abin, hoje deputado federal, Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Monitoramento ilegal disfarçado de “uso pessoal”

Segundo a PF, o aplicativo encontrado no aparelho da assessora permite rastreamento remoto e escuta de ligações – práticas vedadas por lei, com previsão de pena de até um ano de prisão. À polícia, Luciana alegou que usava o programa para acompanhar o filho menor de idade. A justificativa, no entanto, não convenceu os investigadores.

Durante o depoimento prestado à PF no mesmo dia que Carlos Bolsonaro, Luciana admitiu ter pedido “ajuda” a Ramagem em 2022. Em mensagens trocadas via WhatsApp, ela solicitava apoio em relação a inquéritos da própria PF, segundo os autos. A versão oficial da assessora é de que buscava interceder por um casal envolvido em investigações previdenciárias, mas a Polícia vê indícios de um uso mais amplo e coordenado da estrutura da inteligência paralela.

Carlos Bolsonaro, por sua vez, negou ter recebido informações da Abin ou qualquer contato irregular com Ramagem. Até o momento, nem ele, nem Luciana ou Ramagem quiseram se pronunciar publicamente.

Silêncio estratégico e tensão nos bastidores

O silêncio das defesas reforça o clima de tensão em torno das investigações. A “Abin paralela” tem potencial explosivo e pode comprometer não só aliados próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro, como também expor práticas de vigilância fora do controle institucional.

O caso segue em investigação, e os desdobramentos podem abrir novas frentes de apuração sobre o uso indevido de tecnologias de espionagem e a possível instrumentalização política de estruturas estatais.

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