Conmebol processa Palmeiras por gesto racista de torcedor em jogo da Libertadores
Conmebol processa Palmeiras por gesto racista de torcedor em jogo da Libertadores
O futebol sul-americano volta a ser manchado por um caso de racismo. A Conmebol abriu um processo disciplinar contra o Palmeiras após um torcedor do clube paulista ser flagrado fazendo gestos racistas — imitando um macaco — em direção à torcida do Cerro Porteño durante a vitória alviverde por 1 a 0, na última quarta-feira (9), no Allianz Parque, pela fase de grupos da Copa Libertadores.
O episódio, gravado e amplamente divulgado nas redes sociais, gerou indignação e, agora, poderá resultar em punições esportivas e financeiras ao Verdão, nos moldes do que já ocorreu com o próprio Cerro Porteño em março deste ano. Na ocasião, torcedores paraguaios chamaram os jogadores do Palmeiras Sub-20, Figueiredo e Luighi, de “macacos”. O clube foi multado em 50 mil dólares, teve os portões fechados para o restante da competição de base e ainda precisou veicular uma campanha antirracista com participação dos atletas.
Reação imediata do clube
Na manhã desta quinta-feira (10), o Palmeiras emitiu uma nota oficial em que se compromete a identificar o autor do ato discriminatório com a ajuda do sistema de biometria facial e das câmeras de vigilância do Allianz Parque.
“Tão logo isso ocorra, ele será bloqueado da plataforma de compra de ingressos para os jogos do clube como mandante e também excluído do Avanti, caso seja adepto do programa”, afirmou o clube.
Além disso, o Palmeiras garantiu que irá registrar um Boletim de Ocorrência para que o caso seja apurado formalmente pelas autoridades.
Tolerância zero e pressão por justiça
O episódio reacende o debate sobre a responsabilidade dos clubes diante de atos racistas praticados por seus torcedores dentro dos estádios. Mesmo que o Palmeiras tenha adotado uma postura firme e imediata, a Conmebol tende a aplicar punições exemplares, seguindo sua diretriz de tolerância zero ao racismo.
A expectativa é que o julgamento do caso siga os precedentes recentes e que a entidade imponha medidas que inibam futuras ocorrências, reforçando a necessidade de ambientes esportivos mais seguros, inclusivos e livres de preconceito.
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