Trump ataca presidente do Banco Central dos EUA: “Sempre atrasado e errado sobre os juros”
Trump ataca presidente do Banco Central dos EUA: “Sempre atrasado e errado sobre os juros”
Com críticas ácidas, ex-presidente reacende tensão política com Jerome Powell e provoca novo ruído no mercado financeiro global.
Donald Trump voltou a mirar no presidente do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos. Em declarações recentes, o ex-presidente afirmou que Jerome Powell está “sempre muito atrasado e errado” nas decisões sobre a taxa de juros do país. A crítica veio em resposta direta aos comentários feitos por Powell, que relacionou a guerra tarifária iniciada por Trump com as dificuldades atuais no controle da inflação americana.
A ofensiva verbal não passou despercebida. O mercado financeiro reagiu com cautela, tentando decifrar os desdobramentos políticos e econômicos do embate entre duas das figuras mais influentes da economia mundial.
Guerra de versões
Na fala que motivou a resposta de Trump, Jerome Powell afirmou que as políticas tarifárias adotadas pelo ex-presidente criam obstáculos para a estabilidade dos preços — principal missão do Fed. Ele alertou que medidas protecionistas dificultam o equilíbrio da oferta e demanda, pressionando a inflação e, consequentemente, os juros.
Trump, por sua vez, demonstrou impaciência com o mandato de Powell, que só termina em maio de 2026, insinuando que as decisões do atual presidente do Fed prejudicam a economia americana e atrasam a retomada do crescimento.
Impacto nos mercados
O embate entre os dois nomes provocou reações imediatas no cenário econômico:
- Dólar caiu 1%, cotado a R$ 5,80
- Ibovespa subiu 0,86%, atingindo 129.423 pontos
- Dow Jones caiu 0,88%; Nasdaq avançou 0,19%; S&P 500 registrou alta de 0,67%
Nos Estados Unidos, os juros seguem entre 4,25% e 4,50% ao ano — um nível elevado para os padrões americanos, utilizado como freio contra a inflação persistente.
Enquanto isso, os mercados asiáticos encerraram o dia em alta, impulsionados pelo clima de trégua nas relações entre Washington e Pequim e pelas negociações comerciais com o Japão. O índice Nikkei subiu 1,35%, e o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,41%.
Política, economia e 2026 no horizonte
Com as eleições presidenciais de 2024 nos EUA se aproximando, as críticas de Trump ganham contorno estratégico. A condução da política monetária será uma peça-chave no debate eleitoral, e Powell se torna, direta ou indiretamente, um alvo em meio à disputa.
O atrito reflete um cenário mais amplo: a tensão constante entre decisões técnicas e interesses políticos, que pode moldar não apenas os rumos da economia americana, mas também influenciar o equilíbrio global.
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Bom conteúdo 👏
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