BYD é processada por trabalho análogo à escravidão em obra na Bahia
🚨 BYD é processada por trabalho análogo à escravidão em obra na Bahia
MPT pede R$ 257 mi por tráfico de pessoas e condições degradantes
O Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressou com uma ação civil pública contra a montadora chinesa BYD e duas empreiteiras contratadas para a construção de sua fábrica em Camaçari, na Bahia. A acusação envolve trabalho análogo à escravidão, tráfico internacional de pessoas e violação de normas trabalhistas. A ação exige o pagamento de R$ 257 milhões por danos morais coletivos.
Além da BYD, são alvos da ação as empresas China JinJiang Construction Brazil Ltda. e Tonghe Equipamentos Inteligentes do Brasil, atualmente renomeada como Tecmonta Equipamentos Inteligentes Brasil. Segundo o MPT, 220 trabalhadores chineses foram trazidos ao Brasil de forma irregular, com vistos incompatíveis com as funções exercidas. Eles estariam vivendo em alojamentos precários, sob vigilância armada, com jornadas exaustivas e passaportes retidos.
As inspeções revelaram graves violações de direitos humanos: 31 operários dividiam um único banheiro; filas se formavam às 4h da manhã para uso antes da jornada. A estrutura era improvisada, sem higiene mínima, e os contratos continham cláusulas ilegais. Relatos também apontam a ocorrência de acidentes sérios, incluindo casos de amputações e lesões permanentes.
A denúncia, considerada uma das mais graves do ano, envolve ainda a uniformização de salários na linha de produção, criticada pelo sindicato dos metalúrgicos. Segundo a entidade, a BYD paga o mesmo valor (R$ 1.950) a todos os operários, desconsiderando a especialização de cada função.
Em nota oficial, a BYD afirmou colaborar com as investigações e reforçou seu “compromisso inegociável com os direitos humanos e trabalhistas”, prometendo se manifestar judicialmente. O caso é considerado o maior resgate de trabalhadores em situação análoga à escravidão em 2024 no Brasil.
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