Embaixador da Palestina chora na ONU ao relatar mortes de crianças em Gaza
💔 Embaixador da Palestina chora na ONU ao relatar mortes de crianças em Gaza
Riyad Mansour se emociona em discurso e denuncia fome e devastação em Gaza
Em um dos momentos mais comoventes desde o início da guerra entre Israel e Hamas, o embaixador da Palestina na ONU, Riyad Mansour, bateu na mesa e chorou durante um pronunciamento no Conselho de Segurança nesta quarta-feira (28), ao denunciar a morte em massa de crianças palestinas na Faixa de Gaza.
Com a voz embargada, Mansour relembrou o caso da médica Alaa al-Najjar, que viu nove de seus dez filhos chegarem mortos e queimados ao hospital onde ela trabalhava. “São crianças. Crianças… Crianças!”, repetiu o diplomata, enquanto as lágrimas o impediam de continuar.
Segundo Mansour, mais de 1.300 crianças palestinas morreram e outras 4 mil ficaram feridas desde que a ofensiva militar israelense foi retomada, em março. O embaixador relatou ainda que dezenas de crianças estão morrendo de fome, enquanto mães, desesperadas, acariciam os corpos dos filhos e pedem desculpas a eles.
Ao lembrar que tem netos, Mansour declarou: “Sei o que eles significam para suas famílias. Ver isso acontecer com os palestinos, e ninguém fazer nada, é insuportável.”
A guerra, que começou após o ataque do Hamas a comunidades israelenses em 7 de outubro de 2023 — quando 1.200 pessoas morreram e 251 foram feitas reféns — já deixou mais de 54 mil mortos em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde do enclave, controlado pelo Hamas. A maioria das vítimas são civis, e grande parte do território virou ruínas.
Críticas à distribuição de ajuda humanitária
Enquanto a crise humanitária se agrava, a ONU criticou o novo sistema de entrega de ajuda em Gaza, supervisionado por Israel. Philippe Lazzarini, diretor da UNRWA (agência da ONU para refugiados palestinos), declarou que o modelo atual não respeita os princípios humanitários.
A distribuição agora é realizada pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF) — uma organização apoiada pelos EUA —, com atuação direta do Exército israelense, o que provocou boicote de agências da ONU e ONGs.
O colapso logístico e a fome generalizada levaram civis a invadir centros de distribuição em busca de comida. Em Rafah, um homem foi morto e mais de 40 pessoas ficaram feridas durante uma entrega marcada por desespero e tiroteios.
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