🎭 Últimos dias de “Alto Barroco”, mostra de André Griffo no Paço Imperial
🎭 Últimos dias de “Alto Barroco”, mostra de André Griffo no Paço Imperial
A monumental exposição Alto Barroco, de André Griffo, entra em seus últimos dias no Paço Imperial, no Rio de Janeiro. Com encerramento marcado para 10 de agosto de 2025, a mostra oferece um mergulho profundo na trajetória crítica e visual do artista fluminense, reunindo mais de 50 obras que dialogam com religião, poder, violência e história da arte.
Curada por Juliana Gontijo, a exposição ocupa o pátio e cinco salões do Paço — três no primeiro andar e dois no segundo — e reúne trabalhos criados ao longo de 14 anos de produção, muitos deles inéditos ou exibidos pela primeira vez na capital carioca.
Uma exposição feita de camadas, críticas e excessos
Alto Barroco não segue ordem cronológica. Em vez disso, estabelece conexões temáticas entre diferentes fases da obra de Griffo. Trabalhos marcantes como Back to Olympia (2017), Sala dos provedores (2018), O vendedor de miniaturas (2021) e Instruções para administração de fazendas 2 (2018) estão ao lado de novas criações, instalações e obras de coleções particulares.
A linguagem visual de Griffo se apoia em exagero, ornamento e crítica social — elementos que caracterizam um barroco contemporâneo. “A exposição lida com o excesso e a saturação como forma de reflexão sobre a dominação, a resistência e os limites da arte e da religião”, explica a curadora.
Religião, política e arte: o tripé do confronto
A produção de Griffo é conhecida por combinar precisão arquitetônica e simbolismo religioso, além de fazer uso intenso da referência histórica para provocar o presente. Seu trabalho mais recente revisita ícones da pintura clássica para questionar o uso político da fé, com destaque para a obra O poder e a glória do pecado (2019), com quase 3 metros de largura.
“Meu foco é mostrar como a religião, desde o Brasil colonial até hoje, tem sido usada como ferramenta de dominação — inclusive por milícias e igrejas evangélicas em áreas urbanas”, afirma o artista.
Instalações imersivas e crítica visual
Logo na entrada, o público é surpreendido pela imponente instalação Predileção por alegorias – andaimes (2015), com 7,5 metros de altura, contrastando elementos góticos e estruturas da construção civil moderna. No percurso, surgem obras como Um altar consagrado e Base para crucificação, além da impactante A materialização do canto da Mãe da Lua (2022), que se vale do som do pássaro noturno para evocar ancestralidade e mau presságio.
No segundo andar, o visitante encontra trabalhos iniciais do artista, com máquinas e corpos em tensão, e obras que discutem a colonialidade, a fé e o patriarcado. Também se destacam peças com aplicação de folhas de ouro em figuras demoníacas — uma subversão do símbolo cristão da santidade.
Últimos dias para visitar
Com entrada gratuita e aberta ao público até 10 de agosto, Alto Barroco é uma oportunidade rara de vivenciar a força crítica e estética de um dos nomes mais relevantes da arte contemporânea brasileira.
📍Serviço
🗓️ Até 10 de agosto de 2025
📌 Paço Imperial – Praça XV de Novembro, 48 – Centro – RJ
⏰ Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h
🎟️ Entrada gratuita
👩 Curadoria: Juliana Gontijo
📢 Patrocínio: Itaú Unibanco (Lei Rouanet)
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0S


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