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🎯🔥 50 mil ocupam Belém exigindo a “COP da Verdade” e transição justa

 Marcha Global por Justiça Climática reúne povos, ministras e vozes do Sul Global

Belém se tornou palco da maior pressão popular da COP30, unindo vozes globais por justiça climática. #Linkezine 🌎

🎯🔥 50 mil ocupam Belém exigindo a “COP da Verdade” e transição justa

Marcha Global por Justiça Climática reúne povos, ministras e vozes do Sul Global

A manhã em Belém amanheceu diferente. Não apenas pela expectativa do quinto dia da COP30, mas pela força de uma multidão que decidiu ocupar as ruas e reivindicar outro futuro possível. A Marcha Global por Justiça Climática reuniu cerca de 50 mil pessoas, transformando a capital paraense em um corredor de vozes diversas que ecoam a urgência climática que o mundo insiste em adiar.

O percurso de 4,5 km, entre o Mercado de São Brás e a Aldeia Cabana, uniu movimentos sociais, coletivos internacionalistas e blocos dedicados à transição justa. Ao todo, representantes de 65 países caminharam lado a lado com povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas e trabalhadores urbanos, compondo uma imagem rara e potente: a de um Sul Global que se reconhece protagonista, não espectador, da agenda climática.

O ato também marcou um encontro decisivo entre governo e sociedade civil. As ministras Marina Silva e Sônia Guajajara subiram ao caminhão de som para reafirmar que a verdadeira construção climática nasce de quem vive na linha de frente da devastação — não das negociações herméticas das cúpulas diplomáticas.

Sônia Guajajara, com a firmeza habitual, lembrou que a Amazônia não é apenas o cenário do debate global: é o centro. “Chegou a vez da Amazônia falar para o mundo”, afirmou, destacando que biomas como o Cerrado, o Pantanal e a Caatinga enfrentam destruições semelhantes e precisam de protagonismo. Para ela, a rua se converteu na verdadeira “zona azul” da COP30, onde se encontram os guardiões da vida.

Marina Silva reforçou o coro, destacando que o Brasil recebe a COP como uma democracia viva, onde a participação popular ultrapassa os limites da ONU. Repetindo o chamado do presidente Lula, defendeu que esta seja a “COP da verdade”, da implementação real e do fim da dependência de carvão, petróleo e gás. “Precisamos do mapa do caminho para a transição”, disse, insistindo no compromisso com o desmatamento zero e com o enfrentamento do racismo ambiental.

A Marcha deixa um recado claro: não há transição justa sem ouvir quem carrega nos corpos e territórios os impactos da crise climática. A mobilização reforça que, no Sul Global, a luta é diária — e que a COP30 não pode ignorar a força de quem rompeu o silêncio para exigir ação imediata.

 

Belém viveu um dia histórico: 50 mil pessoas tomaram as ruas exigindo justiça climática, transição justa e o fim da dependência fóssil. A Amazônia falou — e o mundo ouviu.  #JustiçaClimática #COP30 #AmazôniaViva #TransiçãoJusta

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