No sábado, 13 de dezembro, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura inaugura um novo capítulo na relação entre política cultural e território. A estreia do Programa Dragão Nazárea, idealizado pelo Núcleo de Articulação Territorial (NAT) em parceria com a iniciativa Negruras, marca um movimento de escuta, presença e valorização da potência artística das periferias da Região Metropolitana de Fortaleza.
Mais do que uma programação cultural, o Dragão Nazárea nasce como gesto simbólico e prático. O nome vem da expressão “nazárea”, usada nas comunidades para afirmar pertencimento, identidade e força coletiva. É a partir desse entendimento que o programa se constrói: com e para as juventudes, artistas e moradores dos territórios historicamente afastados dos grandes circuitos culturais.
A ação de estreia acontece no bairro Moura Brasil, território vizinho ao Dragão do Mar e espaço estratégico para a atuação do NAT. A programação começa às 9h, com um café da manhã comunitário, abrindo o dia em clima de acolhimento e encontro. Em seguida, tem início uma intervenção mural de grandes proporções: 50 metros de muro ganham cor e narrativa pelas mãos de dez artistas visuais — Luna, Klyn, Barbie, Dinha, Nena, Blecaute, Berin, Remo, Bheo e Brooks.
Ao meio-dia, a arte dá lugar à partilha com uma feijoada coletiva, reforçando o caráter comunitário do evento. À tarde, a partir das 13h, crews e artistas urbanos ocupam o espaço, estimulando trocas, encontros e criações espontâneas. O público é convidado a participar do graffitaço coletivo, com materiais e tintas disponibilizados para intervenções livres. A trilha sonora fica sob o comando das DJs Nayma e Maze, conectando batidas, rua e celebração.
Às 16h, a programação entra em seu momento reflexivo. Um bate-papo mediado por Camila Oliveira reúne convidados da cena urbana para discutir graffiti, pixo, arte de rua e protagonismo territorial. O encerramento acontece às 17h, devolvendo o espaço à comunidade de forma organizada e afetiva.
Criado em 2023, o Núcleo de Articulação Territorial (NAT) atua como ponte entre o Dragão do Mar e os territórios do entorno, promovendo escuta, cuidado e garantia de direitos. Como destaca Mabel Castro, o Dragão Nazárea “é um programa para ser feito no território”, fortalecendo vínculos já existentes no Moura Brasil, Poço da Draga e Graviola.
O Dragão Nazárea estreia como afirmação: a cultura pulsa nas periferias — e é dali que surgem novos futuros possíveis.
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