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Dragão do Mar transforma pós-Carnaval em festa cultural coletiva

Arte ocupa ruas e territórios de Fortaleza

Dragão do Mar leva arte e celebração aos territórios com nova edição do Dragão Nazárea e programação gratuita para todos. #Linkezine 🎭

 

Quando os últimos confetes já não brilham nas calçadas, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura escolhe outro tipo de celebração. No lugar dos trios elétricos, entram oficinas, batalhas de breaking, rodas de conversa e sessões de cinema. O pós-Carnaval, em Fortaleza, ganha ritmo próprio — e ele pulsa arte, território e encontro.

Equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), o espaço inaugura uma semana intensa de programação que atravessa linguagens e públicos. De quinta-feira em diante, o convite é simples: ocupar o Dragão em sua pluralidade. O circuito inclui sessões gratuitas no Planetário Rubens de Azevedo, estreias e exibições no Cinema do Dragão e visitas às exposições em cartaz nos museus, compondo uma experiência que vai do sensorial ao formativo.

Mas o movimento extrapola os limites físicos do centro cultural. No sábado (21), a segunda edição do Dragão Nazárea leva arte e escuta ativa aos bairros Sapiranga e Messejana. A partir das 9h, o Núcleo de Articulação Territorial (NAT) promove vivências culturais com oficinas, mutirão de graffiti, feiras de gastronomia e economia criativa, além de roda de conversa sobre racismo ambiental. A programação reúne nomes como Messeroots, Nação Reggae, Batalha do Curió, Coletivo Sapiranga Roots e 6utto, transformando o território em palco aberto para expressões que nascem da própria comunidade. A atividade é gratuita e indicada para maiores de 14 anos.

No domingo (22), o coração do Dragão volta a bater forte. A partir das 16h, a Arena Dragão do Mar recebe o Planeta Hip Hop, celebrando a cultura urbana em clima de cypher e batalha. No mesmo horário, a Feira Fuxico ocupa o espaço com criadores independentes, artesãos e designers, reafirmando a potência da economia criativa local.

Enquanto isso, na Praça Verde, o projeto Brincando e Pintando no Dragão oferece às crianças uma tarde de jogos, pintura e oficinas, onde imaginação e afeto se encontram. Também no sábado e domingo, às 17h, a historiadora Conceição de Maria conduz a contação “A Memória da Raça Negra Através da Palavra”, dentro do projeto “Contos que Resistem”, valorizando ancestralidade e tradição oral afro-diaspórica.

Entre música, formação e celebração, o Dragão do Mar reafirma sua vocação: ser território de cultura viva. No pós-Carnaval, a festa continua — agora em forma de encontro.

 

No pós-Carnaval, a cultura continua ocupando a cidade.  #CulturaCE
#FortalezaCultural

 

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