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Feiras livres de Minas mantêm viva a tradição, geram renda e aproximam pessoas

Do interior à capital, espaços de encontro fortalecem a agricultura familiar e conectam campo e cidade

Das cidades do interior à capital, as feiras livres seguem como motor de renda, cultura e encontro em Minas. #Linkezine 🌱

 

As manhãs de sábado em Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, começam antes do sol esquentar. O ar se enche do cheiro de hortaliças recém-colhidas, doces caseiros, queijos curados e flores coloridas. Entre as barracas da feira livre, não circulam apenas clientes, mas histórias que se repetem há décadas. “Quem compra aqui já é família”, resume José Lopes, feirante há 36 anos, que divide o trabalho com o filho e sustenta a vida a partir da venda direta.

Cenas como essa se multiplicam por quase 700 municípios mineiros, onde as feiras livres seguem como pilares da economia local e da vida comunitária. Em todo o estado, cerca de 18,9 mil famílias de agricultores participam desses espaços, com apoio e coordenação da Emater-MG, em parceria com as prefeituras. Levantamento da empresa aponta renda média mensal de R$ 1.158,21 por família, valor que varia conforme a frequência das feiras em cada cidade.

Mais do que comércio, as feiras cumprem um papel social. “Elas são espaços de socialização, profissionalização e inclusão socioeconômica do agricultor e de sua família”, explica Raul Machado, coordenador técnico da Emater-MG. Um dado reforça esse futuro em construção: 65% das feiras já contam com a participação de jovens rurais, sinalizando a continuidade da agricultura familiar pelas próximas gerações.

Na capital, Belo Horizonte, o cenário muda, mas o propósito se mantém. Desde 2018, a Feira da Agricultura Familiar da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) se consolidou como ponte direta entre produtores do interior e consumidores urbanos. O evento, que começou de forma semestral, hoje acontece mensalmente e já soma mais de 30 edições, com parceria renovada até 2027.

Mais de 100 agricultores e artesãos de 86 municípios já passaram pela feira da ALMG. A cada edição, cerca de 25 barracas movimentam em torno de R$ 30 mil, valor que pode dobrar em datas especiais. Para garantir oportunidades iguais, a Emater-MG adotou um sistema de rodízio entre os expositores.

Entre os rostos conhecidos está Conceição de Jesus Lara, produtora de café orgânico de Piedade dos Gerais. “O cliente compra, gosta e depois pergunta quando a gente volta. Diz que sente saudade do café”, conta.

Além da organização das feiras, a Emater-MG também investe em estrutura. Em 2025, 37 municípios receberam 478 barracas, 866 jalecos e 150 tendas, adquiridos com recursos de emendas parlamentares. Um reforço concreto para que as feiras continuem sendo, todos os sábados, um ponto de encontro entre trabalho, tradição e futuro.

 

Entre aromas, histórias e encontros, as feiras livres de Minas mantêm viva a agricultura familiar e a conexão com o campo. 🌿🛒    #AgriculturaFamiliar #FeirasLivres

 

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