Parque Estadual do Rio Doce bate recorde e redefine o ecoturismo em Minas
Unidade histórica da Mata Atlântica supera 50 mil visitantes e inaugura novo ciclo de uso público
Em meio ao avanço das discussões sobre preservação ambiental e turismo responsável, o Parque Estadual do Rio Doce (Perd) vive um momento simbólico. Em 2025, a unidade ultrapassou a marca de 50 mil visitantes, o maior número registrado nos últimos 31 anos e um feito inédito desde o início do monitoramento sistemático da visitação, em 1994. O dado não apenas impressiona, como reposiciona o parque no mapa do ecoturismo brasileiro.
Até então, o recorde havia sido alcançado no ano 2000, com cerca de 32 mil pessoas. A nova marca representa um salto expressivo e sinaliza uma mudança de patamar no uso público da área, que passa a combinar conservação ambiental com experiências qualificadas para diferentes perfis de visitantes.
Localizado no Vale do Aço, o Perd é a maior área contínua de floresta tropical preservada em Minas Gerais. São quase 36 mil hectares de Mata Atlântica que abrigam mais de 1,6 mil espécies de plantas catalogadas, centenas de espécies de aves e mamíferos — muitos deles ameaçados de extinção — além de um conjunto singular de cerca de 40 lagos naturais. Entre eles, o Lago Dom Helvécio se destaca como um dos maiores lagos naturais do estado.
O crescimento da visitação não ocorreu por acaso. Nos últimos anos, o parque recebeu investimentos estratégicos em infraestrutura e na diversificação das atividades oferecidas ao público. A concessão de serviços de alimentação e lazer, os passeios de barco, a contemplação do pôr do sol, os safáris noturnos e as atividades guiadas por monitores ambientais ampliaram as possibilidades de visitação, tornando a experiência mais atrativa, acessível e educativa.
Para o gerente do parque, Vinícius Moreira, o recorde é resultado de um esforço coletivo. “Ultrapassar esse número em um único ano é um marco histórico. É o reconhecimento de um trabalho construído com dedicação dos servidores, apoio de parceiros e uma gestão comprometida com a conservação”, afirma.
Mais do que números, o avanço reforça a ideia de que o turismo sustentável pode ser aliado da proteção ambiental. “Quando o visitante conhece o parque, compreende a importância da Mata Atlântica e se torna um defensor da preservação”, completa Moreira.
Criado em 1944, o Parque Estadual do Rio Doce é a primeira unidade de conservação de Minas Gerais. O recorde de 2025 não apenas celebra o passado, mas aponta para um futuro em que natureza, educação ambiental e turismo consciente caminham lado a lado.
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