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Piscina interditada, respostas pendentes: morte em academia acende alerta

Polícia apura possível vazamento de cloro na Zona Leste

Caso de morte após uso de piscina em academia na Zona Leste levanta suspeita de falha no controle de cloro. #Linkezine 🕊️

 

O sábado parecia comum, desses em que o exercício físico organiza o fim de semana. Mas, no Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo, a rotina foi interrompida por um episódio que agora mobiliza investigadores, autoridades sanitárias e uma comunidade em choque. A morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, após nadar na piscina de uma academia, abriu uma investigação sobre as condições de segurança do local.

Juliana fazia aula de natação ao lado do marido quando ambos perceberam algo estranho na água: um odor forte e um gosto incomum. O desconforto não foi imediato, mas o mal-estar veio logo depois. O casal comunicou o professor responsável e seguiu para o Hospital Santa Helena, em Santo André. Lá, o quadro da jovem se agravou rapidamente e evoluiu para uma parada cardíaca. Juliana não resistiu.

O marido permanece internado em estado grave. Um adolescente de 14 anos, que também utilizou a mesma piscina, está hospitalizado na Vila Alpina com sintomas semelhantes. Segundo a Polícia Civil, ao menos cinco alunos apresentaram quadros graves após contato com a água. A suspeita central é de vazamento ou manuseio inadequado de cloro, hipótese que ainda será confirmada por laudos técnicos.

O caso está sob responsabilidade do 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas. A Secretaria da Segurança Pública informou que a investigação foi ampliada após a identificação de novos pacientes com sintomas compatíveis. A piscina foi interditada, e a academia deve passar por perícia para avaliar sistemas de tratamento, armazenamento e dosagem de produtos químicos.

Em ambientes aquáticos, o cloro é elemento essencial para a desinfecção, mas exige controle rigoroso. Concentrações acima do recomendado podem causar irritações, dificuldades respiratórias e, em situações extremas, consequências graves. Por isso, a apuração busca entender se houve falha técnica, erro humano ou negligência nos protocolos de segurança.

Enquanto as respostas não chegam, o episódio lança luz sobre um tema frequentemente invisível: a fiscalização de academias e clubes, especialmente no que diz respeito à manutenção de piscinas. Para alunos e frequentadores, a confiança no espaço é quase automática. Para os órgãos de controle, o caso reforça a importância de inspeções regulares e transparência nos procedimentos.

A morte de Juliana interrompe uma trajetória jovem e provoca um luto que extrapola o âmbito familiar. Nas redes sociais, mensagens de despedida e pedidos de justiça se multiplicam. Entre investigações, internações e perguntas sem resposta, permanece a sensação de que um espaço dedicado à saúde se transformou, de forma inesperada, em cenário de tragédia — e de que a verdade precisa vir à tona.

Um espaço de saúde virou alvo de investigação após uma tragédia inesperada.  #Segurança #Investigação

 

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