O Carnaval muda a rotina, estica os dias e encurta as noites. Entre blocos, desfiles e encontros inesperados, o corpo acompanha o ritmo intenso da festa — e pede atenção. Em meio ao brilho e à liberdade típica da folia, a saúde íntima feminina ganha um papel fundamental para que a diversão não termine em desconforto depois da Quarta-feira de Cinzas.
Segundo a ginecologista Loreta Canivilo, pequenos cuidados fazem grande diferença na prevenção de infecções urinárias, vaginais e infecções sexualmente transmissíveis, comuns nessa época do ano. O primeiro alerta vem dos banheiros químicos, presença quase obrigatória nos eventos de rua. “Sempre que possível, evite o contato direto com o vaso sanitário. Use protetores descartáveis ou forre o assento com papel e higienize as mãos antes e depois”, orienta a médica.
Outro hábito frequente durante longas horas de festa é segurar a urina, o que pode parecer inofensivo, mas traz riscos. “Prender o xixi favorece a proliferação de bactérias na bexiga e aumenta a chance de infecção urinária. O ideal é respeitar os sinais do corpo”, explica Loreta. Parar alguns minutos para ir ao banheiro também é uma forma de autocuidado.
O compartilhamento de roupas íntimas, como calcinhas, biquínis ou fantasias usadas sem proteção adequada, é outro ponto de atenção. Mesmo entre pessoas próximas, a prática pode facilitar a transmissão de fungos e bactérias. “Roupas íntimas são de uso individual. Compartilhar pode gerar desequilíbrios na flora vaginal”, reforça a ginecologista.
No campo da sexualidade, o preservativo segue sendo indispensável. Além de prevenir infecções sexualmente transmissíveis, ele protege a saúde íntima e evita gestações não planejadas. “Em relações ocasionais, mais comuns durante o Carnaval, o uso da camisinha é essencial”, destaca Loreta Canivilo.
As fantasias também entram na lista de cuidados. Modelos muito apertados dificultam a circulação de ar, aumentam o suor e criam um ambiente favorável para bactérias e fungos. “O ideal é evitar roupas molhadas por muito tempo e não permanecer com o mesmo absorvente por horas seguidas”, orienta.
Por fim, a médica alerta para sinais que não devem ser ignorados após a folia. Coceira, ardor, corrimento ou odor diferente indicam que algo não vai bem. “Ao perceber qualquer alteração, procure um ginecologista e evite a automedicação”, conclui. No Carnaval, cuidar do corpo também é uma forma de garantir que a alegria dure além da festa.
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