Rodovias recebem R$ 12,7 bilhões e consolidam novo ciclo logístico
Aportes fortalecem segurança nas estradas
O asfalto que corta o país conta histórias silenciosas de quem vive na estrada. Em 2025, essas histórias ganharam reforço concreto: os investimentos federais em rodovias somaram R$ 12,7 bilhões, o equivalente a 76,2% de todo o recurso pago pela União e por estatais no setor de transportes. O dado, divulgado no Boletim Unificado de janeiro de 2026 do Ministério dos Transportes, confirma a centralidade do modal rodoviário na infraestrutura brasileira.
Mais do que um número expressivo, o volume aplicado revela prioridade política e continuidade administrativa. A execução orçamentária do segmento superou 100% do valor autorizado para o exercício, indicando que as obras não ficaram apenas no papel. Na prática, significa manutenção ativa, recuperação de trechos críticos e ampliação da capacidade viária — fatores que impactam diretamente a rotina de milhões de trabalhadores e empresas.
Para o setor de transporte de cargas, a regularidade nos aportes se traduz em previsibilidade. Menos buracos, sinalização adequada e pistas restauradas reduzem o desgaste dos veículos e aumentam a precisão no cumprimento de prazos. Em um país que depende majoritariamente das rodovias para escoar produção, cada quilômetro recuperado representa ganho logístico.
“O investimento em rodovia salva vidas. Para quem vive na estrada, ver o recurso chegando na ponta, em forma de asfalto novo e sinalização, significa trabalhar com menos risco”, afirma José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg). A entidade reúne cerca de 5 mil profissionais especializados no transporte de veículos zero quilômetro.
A estabilidade dos pagamentos — mantidos acima de R$ 12 bilhões anuais desde 2023 — também fortalece cadeias produtivas estratégicas. No transporte de automóveis novos, que movimenta aproximadamente 3 milhões de unidades por ano, a condição das estradas é determinante. “A previsibilidade é a base da eficiência logística. Estradas melhores permitem cumprir prazos com segurança e preservar o equipamento”, destaca Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg.
Para o sindicato, consolidar esse patamar de investimentos significa tratar a infraestrutura rodoviária como política de Estado permanente. A lógica é clara: estradas conservadas reduzem o chamado custo Brasil, ampliam a segurança e garantem que a produção chegue ao destino com integridade.
Enquanto caminhões seguem cruzando o mapa em ritmo constante, o asfalto renovado sinaliza mais do que mobilidade. Ele indica um país que tenta organizar seus fluxos e transformar investimento público em eficiência concreta — quilômetro após quilômetro.
Mais asfalto, menos risco: 2025 consolida novo fôlego para as rodovias brasileiras. #Infraestrutura
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