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MASP recebe La Chola Poblete e tensiona o pop com identidade andina

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Ao atravessar a Avenida Paulista e subir as escadas do MASP a partir de 6 de março, o visitante encontrará um pop que não pede licença. Em La Chola Poblete: Pop andino, primeira exposição individual da artista argentina no Brasil, o brilho da cultura pop se mistura à memória andina, ao barroco europeu e à contestação política. O resultado é um território híbrido, onde identidade é verbo em movimento.

Nascida em Guaymallén, em 1989, La Chola Poblete constrói sua obra a partir do próprio corpo e de sua biografia. A palavra “chola”, historicamente usada como injúria racial contra mulheres de ascendência indígena na região dos Andes, é apropriada pela artista como gesto de enfrentamento. Ao incorporá-la ao seu nome, ela transforma estigma em afirmação.

Com curadoria de Adriano Pedrosa e Leandro Muniz, a mostra articula discussões sobre gênero, sexualidade e colonialismo. Na série Vírgenes cholas (2022 — em processo), aquarelas unem divindades andinas e católicas, referências à música, à moda e a frases de protesto. O sagrado e o político coexistem em composições que ampliam a experiência individual para uma dimensão coletiva.

Logo na abertura, cartazes de PAP ART / Pop Andino (2023) apresentam a artista como uma estrela em turnê, dialogando com a lógica da indústria musical e com ícones como Lady Gaga. O jogo com a cultura pop ganha camada sonora no Manifesto Pop Andino, disponível em plataformas digitais e iniciado com a afirmação: “Meu gênero é artista”. Ao reivindicar o formato do manifesto, Poblete reposiciona referências clássicas da história da arte sob outra perspectiva.

Em Il Martirio di Chola, fotoperformance que evoca o retrato barroco, a artista aparece com tranças e bolsa de aguayo — tecido tradicional andino — em pose que remete à iconografia cristã. O título em italiano insere a obra no cânone europeu, enquanto o conteúdo confronta a violência histórica sofrida por mulheres indígenas e pessoas LGBTQIA+.

Integrando a programação anual do MASP dedicada às Histórias latino-americanas, a exposição amplia o debate sobre presenças indígenas e populares no circuito artístico. Com recursos de acessibilidade e entrada gratuita para pessoas com deficiência e acompanhante, o museu reafirma seu compromisso com inclusão.

Até 2 de agosto, o pop ganha sotaque andino no coração de São Paulo — e convida o público a rever quem ocupa o centro da imagem.

 

Pop, Andes e manifesto no coração da Paulista. Já colocou na agenda?  #MASP
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