Breaking News

Loja MASP leva protagonismo latino e feminino à SP-Arte 2026

Curadoria destaca tradição e contemporaneidade

A Loja MASP amplia fronteiras na SP-Arte 2026 com obras latino-americanas que unem tradição e contemporaneidade. #Linkezine 🌎

Loja MASP leva protagonismo latino e feminino à SP-Arte 2026

Curadoria destaca tradição e contemporaneidade

Entre corredores que misturam idiomas, texturas e histórias, a SP-Arte volta a transformar o Pavilhão da Bienal, em São Paulo, em um território de encontros. Na 22ª edição da feira, de 8 a 12 de abril, a Loja MASP surge como um dos pontos de atenção ao ampliar fronteiras — geográficas e simbólicas — com uma seleção que percorre oito países da América Latina.

Sob curadoria de Adélia Borges, o projeto dialoga com o tema “Histórias latino-americanas” e propõe um olhar sensível sobre práticas que atravessam gerações. Aqui, tradição não é sinônimo de passado: é matéria viva, em constante reinvenção. O recorte privilegia especialmente produções femininas, com destaque para trabalhos têxteis e cerâmicos que conectam técnica ancestral e expressão contemporânea.

Da Amazônia peruana, os grafismos kené bordados por Lily Sandoval Panduro, do povo Shipibo-Konibo, revelam narrativas visuais que ecoam também em territórios brasileiros. Da Colômbia, estandartes têxteis e peças em madeira do povo Sikuani reforçam o diálogo entre arte e identidade. Já do México e Paraguai, rendas, bordados e objetos populares ampliam o repertório de uma América Latina múltipla e profundamente estética.

Mas a curadoria também olha para deslocamentos. Comunidades imigrantes no Brasil ganham espaço com trabalhos que carregam histórias de travessia e resistência. Mulheres Warao, refugiadas venezuelanas em Roraima, apresentam cestarias em palha de buriti, enquanto o coletivo boliviano Flor de Kantuta traduz, em bolsas coloridas, a força dos tecidos andinos. A artista equatoriana Lucrécia Terán, por sua vez, traz joias que fundem ancestralidade e experimentação.

No eixo brasileiro, a diversidade se mantém pulsante. Do Vale do Jequitinhonha às marchetarias do Acre, passando por cerâmicas sonoras e acessórios indígenas, o conjunto revela um país que dialoga com suas raízes sem abrir mão da inovação. Cada peça carrega não apenas uma estética, mas um contexto — social, cultural e político.

Mais do que expor objetos, a Loja MASP propõe um exercício de aproximação. A rastreabilidade das produções, o respeito às autorias e o cuidado com processos sustentáveis reforçam um compromisso que vai além do mercado: o de valorizar narrativas muitas vezes invisibilizadas.

Ao ocupar a SP-Arte com esse recorte ampliado, o MASP não apenas expande seu alcance, mas também convida o público a rever mapas. Afinal, entender a arte latino-americana talvez seja, antes de tudo, aprender a escutar suas muitas vozes.

 

 

Arte que atravessa fronteiras: a América Latina ocupa a SP-Arte com identidade, cor e história. #SPArte   #ArteLatinoAmericana

 

disponível para venda na Amazon:   https://a.co/d/0gDgs0

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Linkezine

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo