MUBI celebra autores e clássicos em uma curadoria que atravessa séculos
De Méliès a Panahi, março é puro cinema
Março chega à MUBI com a sensação de que o cinema é uma conversa infinita entre passado e presente. Em uma programação que cruza pioneirismo, crítica social e experimentação narrativa, a plataforma aposta em coleções dedicadas a autores incontornáveis e em estreias que dialogam diretamente com as tensões do mundo contemporâneo.
Entre os destaques está a sessão tripla dedicada a Paul Verhoeven. O cineasta holandês, conhecido por tensionar violência, poder e espetáculo, surge com RoboCop (1987), A Espiã e Showgirls. Em comum, filmes que transitam entre o entretenimento e a sátira mordaz, revelando estruturas de dominação sob camadas de ação e erotismo.
O olhar documental ganha fôlego em “Os Estados Unidos de Frederick Wiseman”. Vencedor do Oscar® Honorário, Wiseman construiu uma filmografia que disseca instituições e expõe as engrenagens invisíveis da sociedade. Títulos como High School, Model e City Hall reafirmam seu método observacional, atento ao detalhe e às ambiguidades do cotidiano.
A coleção “Vozes Femininas: Os Filmes de Eunice Gutman” reposiciona o debate político no centro da tela. Obras como Só no Carnaval (1982) e Duas Vezes Mulher (1985) transformam experiências íntimas em denúncia social, questionando maternidade compulsória, desigualdade de gênero e o direito ao aborto. É um cinema que ecoa urgência — e permanece atual.
No eixo dos premiados, a curadoria “Os Vencedores do Big Five do Oscar®” incorpora Rede de Intrigas (1976), de Sidney Lumet. O clássico protagonizado por William Holden segue atual ao desnudar o sensacionalismo midiático e a mercantilização da notícia, antecipando debates que hoje dominam a esfera digital.
Entre os lançamentos, dois nomes de peso reforçam o caráter autoral da plataforma. Em Foi Apenas um Acidente, Jafar Panahi transforma experiências pessoais em um thriller moral sobre memória e justiça. Já A Única Saída, de Park Chan-wook, propõe uma sátira afiada sobre o mercado de trabalho contemporâneo, partindo do romance O Corte, de Donald E. Westlake.
O mês ainda revisita o marco inaugural da ficção científica com Viagem à Lua (1902), de Georges Méliès — 14 minutos que mudaram para sempre a forma de imaginar mundos impossíveis.
Entre clássicos, estreias e redescobertas, a MUBI reafirma sua vocação: fazer do catálogo um território de descobertas contínuas, onde cada filme dialoga com o anterior e prepara o próximo olhar.
De Méliès a Panahi: março na MUBI é uma viagem pela história — e pelo futuro — do cinema. #CinemaAutoral #StreamingDeCinema
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