Rompimento de reservatório da Sabesp provoca morte e destruição em Mairiporã
Acidente deixou feridos e atingiu casas na região
A manhã de quarta-feira (11) começou com um cenário de tranquilidade no bairro Capoavinha, em Mairiporã, na Grande São Paulo. Mas, por volta das 11h, o som repentino de um estrondo seguido por uma avalanche de água mudou completamente a rotina da região. Um reservatório de grande porte da Sabesp, ainda em fase de construção, rompeu-se e liberou uma enorme quantidade de água, deixando um rastro de destruição.
O acidente resultou na morte de um trabalhador e deixou ao menos nove pessoas feridas, segundo informações das autoridades locais. A vítima fatal era funcionária da empresa contratada para executar a obra e foi encontrada sem vida dentro de um container instalado no canteiro de obras.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ocorrência mobilizou rapidamente equipes de resgate. Ao todo, 13 viaturas foram enviadas ao local, com apoio da Defesa Civil, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da concessionária de energia Elektro. Os feridos foram socorridos e encaminhados para hospitais da região.
A estrutura que se rompeu fazia parte de um projeto de ampliação do sistema de abastecimento da cidade. O reservatório tinha capacidade para armazenar cerca de 2 milhões de litros de água e estava sendo testado por equipes técnicas no momento do acidente. A obra havia começado em janeiro de 2025 e tinha previsão de conclusão em maio de 2026.
O impacto da água atingiu diretamente três casas próximas ao local da construção, além de causar danos em dez veículos estacionados na área. Vídeos gravados por moradores e compartilhados nas redes sociais mostram a força da água avançando rapidamente pelas ruas, derrubando estruturas e espalhando destroços.
Em nota oficial, a Sabesp informou que lamenta profundamente a morte do colaborador e manifestou solidariedade à família, amigos e colegas de trabalho. A companhia também declarou que mobilizou equipes operacionais e de assistência social para apoiar moradores atingidos pelo acidente.
A empresa afirmou ainda que irá ressarcir os prejuízos causados e que abriu uma investigação interna para apurar as causas do rompimento. Paralelamente, autoridades municipais e órgãos competentes também devem conduzir análises técnicas para entender o que levou ao colapso da estrutura.
A Prefeitura de Mairiporã informou que solicitou esclarecimentos à companhia e acompanha a situação junto às equipes de emergência que seguem atuando na região.
Enquanto máquinas e equipes trabalham para limpar os escombros e avaliar os danos, moradores do bairro ainda tentam compreender o que aconteceu em poucos minutos — um episódio que transformou uma obra de infraestrutura em um acontecimento marcado por perdas e perguntas que agora aguardam respostas.
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