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Emilio Azevedo estreia no Brasil com exposição que revisita a imagem da Amazônia

Mostra na Danielian investiga território e memória

A primeira individual de Emilio Azevedo no Brasil investiga como a Amazônia se transformou em imagem ao longo da história. Uma reflexão visual em cartaz no Rio. #Linkezine 🎨

 

Há lugares que existem primeiro no mapa e depois na imaginação. A Amazônia, talvez mais do que qualquer outro território, carrega essa dualidade: floresta concreta e, ao mesmo tempo, uma construção visual e simbólica que atravessa séculos de narrativas. É justamente nesse território entre realidade e representação que o artista Emilio Azevedo se move em sua primeira exposição individual no Brasil.

Apresentada pela Danielian Rio de Janeiro, a mostra “(como me apaixonei por uma linha)” abre ao público propondo um percurso que atravessa história, imagem e memória. O ponto de partida é uma pergunta aparentemente simples: como o território amazônico se tornou imagem?

Para investigar essa transformação, Azevedo segue rastros históricos que ajudaram a moldar o imaginário sobre a região. Entre eles, os caminhos deixados pelo Marechal Cândido Rondon — figura central nas expedições de integração territorial do Brasil no início do século XX. As marcas de Rondon ainda ecoam tanto no estado que leva seu nome quanto no legado institucional preservado pelo Exército Brasileiro.

A exposição se constrói a partir dessa cartografia de vestígios. Fotografias, documentos e experimentações visuais se entrelaçam em um conjunto que recusa narrativas únicas. O resultado é uma espécie de arquivo em movimento, no qual o território amazônico surge fragmentado, reconfigurado e aberto a múltiplas leituras.

A curadora Fernanda Brenner define essa abordagem como uma investigação sobre o processo de transformação da paisagem em imagem. Em seu texto crítico, ela destaca que o artista utiliza a ideia francesa de devenir — “tornar-se” — para explicar esse movimento contínuo. Nesse contexto, a Amazônia não é apresentada como algo fixo, mas como um campo em permanente construção simbólica.

Brenner também identifica no trabalho do artista uma estratégia que ele chama de “an-arquia visual”. O termo, com hífen deliberado, remete à recusa de um único princípio organizador. Em vez de impor um ponto de vista definitivo, Azevedo permite que cada imagem funcione como possível início de uma narrativa.

Essa abordagem dialoga com a trajetória internacional do artista. Seus trabalhos já passaram por instituições importantes da Europa, como o Musée du Quai Branly, em Paris, o Centre photographique d’Île-de-France e o FOMU – FotoMuseum Antwerpen, na Bélgica.

Ao receber a exposição, a galeria Danielian reforça sua proposta de conectar a tradição artística brasileira com reflexões contemporâneas que atravessam o cenário cultural global. O resultado é uma mostra que convida o público a caminhar por linhas — geográficas, históricas e imaginárias — que continuam redesenhando o mapa da Amazônia.

 

 

 

A Amazônia como imagem, memória e percurso visual. A primeira individual de Emilio Azevedo no Brasil abre na Danielian RJ.   #ArteContemporânea  #ExposiçãoDeArte

 

 

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