Thiago Rosinhole ocupa Paraty e amplia diálogo com arte contemporânea
Artista leva obras ao Salão Anual da cidade
Entre ruas de pedra e o ritmo desacelerado do litoral histórico, Paraty se prepara para mais uma temporada em que a arte contemporânea encontra abrigo e ressonância. É nesse cenário que o artista paulistano Thiago Rosinhole marca presença no Salão de Arte Anual de Paraty, que acontece de 28 de março a 30 de abril na Galeria Platô Dezoito, com curadoria de Bruno Portella.
A participação não surge como episódio isolado, mas como continuidade de uma trajetória que vem ganhando densidade ao longo dos anos. Com mais de uma década de produção, Rosinhole constrói uma linguagem que transita entre o urbano e o simbólico, articulando referências da cultura pop com reflexões sobre identidade. Suas obras se destacam pela intensidade cromática, pelo uso de texturas e pela presença de elementos gráficos que tensionam o olhar entre o figurativo e o abstrato.
Recém-chegado de Houston, onde apresentou uma coleção composta por 22 esculturas em bronze sob representação da Off The Wall Gallery, o artista amplia sua circulação internacional sem perder o vínculo com o circuito brasileiro. Em Paraty, esse movimento ganha um novo capítulo — agora em diálogo com um dos polos culturais mais emblemáticos do país.
Para o salão, Rosinhole apresenta quatro obras, incluindo um Budii Toy de 1,40 metro em fibra de vidro, avaliado em R$ 140 mil, peça que já passou por exposição no Memorial da América Latina. As demais criações permanecem inéditas, reforçando o caráter de descoberta que marca a mostra.
“É muito significativo participar de um evento em uma cidade que respira cultura”, afirma o artista, destacando a importância de integrar uma cena que conecta diferentes linguagens e públicos.
A abertura oficial acontece no dia 28 de março, às 19h, com vernissage gratuita e presença do artista. Durante o primeiro fim de semana, Rosinhole acompanha de perto a recepção do público, oferecendo uma leitura direta de sua produção recente — quase como uma extensão viva de suas obras.
O Salão de Arte Anual de Paraty se consolida, mais uma vez, como ponto de encontro entre criação, curadoria e mercado. Em meio à paisagem que mistura mar e serra, a cidade reafirma seu papel como território de imersão estética, onde o tempo parece se ajustar ao compasso da contemplação.
E é nesse intervalo entre o olhar e o significado que a obra de Rosinhole encontra espaço para continuar se expandindo.
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