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Justiça decreta prisões em investigação sobre suposto esquema de desvio de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole

Operação atinge dirigentes e servidores do IRM

A Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público e determinou prisões e afastamentos em investigação sobre um suposto esquema milionário no Instituto Rio Metrópole. #Linkezine ⚖️

 

Justiça decreta prisões em investigação sobre suposto esquema de desvio de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole

Operação atinge dirigentes e servidores do IRM

Uma investigação que apura um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos no Instituto Rio Metrópole (IRM) avançou para uma nova fase com a decisão da Justiça do Rio de Janeiro de receber a denúncia apresentada pelo Ministério Público e decretar a prisão preventiva de seis investigados. O caso envolve suspeitas de organização criminosa, fraude em licitações, corrupção passiva e lavagem de dinheiro em contratos firmados pelo órgão estadual.

Entre os presos está Davi Perini Vermelho, conhecido como “Didê”, atual presidente do Instituto Rio Metrópole e ex-presidente da Câmara Municipal de São João de Meriti. Segundo a denúncia, ele ocupava posição central na estrutura investigada, sendo responsável por autorizar contratações, firmar contratos e controlar pagamentos realizados pelo instituto.

Também tiveram a prisão preventiva decretada Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil; Marcelo Lopes da Silva, então procurador-geral do instituto; Caroline Soares Barros, apontada como presidente do Instituto BIO e fiscal de contratos; Amanda Íthala Santos da Paschoa, que posteriormente assumiu a fiscalização dos contratos; e Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do órgão.

Outros cinco denunciados responderão ao processo em liberdade, mas sob medidas cautelares determinadas pelo juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa. Entre as restrições impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico à Justiça e proibição de deixar o país.

De acordo com o Ministério Público, o grupo teria utilizado contratos firmados entre o IRM e as empresas Engeconsult Consultores Técnicos Ltda. e R. Peotta Engenharia e Consultoria Ltda. para desviar recursos públicos por meio de uma entidade considerada de fachada. Conforme a investigação, parte dos valores era posteriormente sacada em dinheiro vivo e transportada sob escolta armada.

As apurações indicam que a Engeconsult recebeu aproximadamente R$ 58,3 milhões em dois contratos, enquanto a R. Peotta Engenharia teria recebido R$ 25,1 milhões, incluindo aditivos contratuais. O prejuízo estimado aos cofres públicos pode alcançar R$ 86,28 milhões, segundo a denúncia.

O caso ganhou força após a prisão de Caroline Soares Barros, em Teresópolis. Ela foi abordada por policiais transportando cerca de R$ 500 mil em espécie, quantia que, segundo as investigações, havia sido sacada em uma instituição financeira e era escoltada pela empresa RioForte.

Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento cautelar de Davi Perini Vermelho, Maurício Silva Knoploch dos Santos, Franquis Dias Nepomuceno, Marcelo Lopes da Silva e Amanda Íthala Santos da Paschoa de suas funções públicas. A decisão também prevê a comunicação imediata ao Governo do Estado, à Controladoria-Geral do Estado e ao Tribunal de Contas para adoção das providências administrativas cabíveis.

O processo entra agora na fase de instrução criminal, quando defesa e acusação apresentarão provas e testemunhas. Até decisão definitiva da Justiça, todos os denunciados têm assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme determina a legislação brasileira.

 

A investigação sobre supostos desvios milionários no Instituto Rio Metrópole avança com prisões, afastamentos e novas determinações da Justiça. Entenda os desdobramentos.  #PolíticaRJ #Investigação

 

 

 

 

 

 

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